LOS ANGELES, 14 jun (AFP) – O juiz americano que julga o caso do cantor Michael Jackson negou o pedido de redução do valor da fiança de US$3 milhões estabelecido quando foi preso em novembro, sob a acusação de abuso sexual.
“A Corte ouviu os argumentos (dos advogados de Jackson) para a redução da fiança e a moção foi analisada e rejeitada”, disse o juiz Rodney Melville, que preside o caso, na Corte Superior de Santa Barbara. Os advogados de defesa, liderados por Thomas Mesereau, insistiram durante uma audiência no dia 28 de maio em reduzir a fiança de US$3 milhões que o cantor deveria pagar, considerando-a excessiva.
Segundo a acusação, reduzir a fiança é um ato arriscado quando o acusado é uma “estrela internacional”, “adorado em muitos países com os quais os Estados Unidos não têm acordos de extradição”, fato que poderia motivá-lo a “tentar fugir do país” levando a fortuna.
“A fiança foi paga pelo acusado sem objeção alguma ou dificuldade aparente”, disse Melville em documento encaminhado à Corte.
“Não há evidência alguma que sugira que a fiança represente problemas econômicos para o artista”, acrescentou. “Os advogados de Jackson argumentaram que o réu não iria fugir do país e que necessitava do dinheiro para projetos financeiros.