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Juiz é preso suspeito de tramar atentado em Umuarama (PR)

Juiz é preso suspeito de tramar atentado em Umuarama (PR)

Um juiz federal de Umuarama (580 km de Curitiba) foi preso no sábado (27) sob suspeita de envolvimento em atentado contra outro magistrado federal da cidade.

Um juiz federal de Umuarama (580 km de Curitiba) foi preso no sábado (27) sob suspeita de envolvimento em atentado contra outro magistrado federal da cidade. Jail Benites de Azambuja, da 2ª Vara da Justiça Federal no município, teve a prisão temporária decretada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). É suspeito de participação no atentado, no dia 19, contra seu colega Luiz Carlos Canalli, diretor do fórum da Justiça Federal.

Além de ser investigado pelo atentado contra Canalli, quando mais de dez tiros foram disparados contra a casa do juiz, Azambuja é suspeito de ter forjado um atentado contra si, em fevereiro, quando disparos atingiram seu carro. A defesa negou ontem as suspeitas (leia abaixo). As investigações correm em segredo de Justiça.

Segundo a Folha apurou, o juiz e três policiais militares do Paraná são investigados por suspeita de participação em um esquema de contrabando. O juiz é suspeito de agir no arquivamento de processos contra acusados na Justiça Federal de Umuarama. O falso atentado contra si seria uma tentativa de desviar a atenção de investigações sobre sua atuação.

A criação há dois anos, pela Receita Federal, de um sistema mais rígido de fiscalização em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai, provocou um deslocamento do crime organizado para a região de Guaíra e Umuarama.

Os três policiais –um cabo, um tenente e um tenente da Polícia Rodoviária Estadual– sofrem processo de expulsão da corporação. A Polícia Federal também apura eventual participação deles nos atentados.Em março, após suposto atentado que atingiu seu carro, Azambuja decretou a prisão de 47 pessoas, suspeitas de integrar esquema de contrabando.

As prisões foram revogadas uma semana depois, e o juiz passou a ser alvo de investigação interna do TRF-4.

Azambuja também foi removido da Justiça Federal em Umuarama e proibido de ingressar no prédio da instituição. A Corregedoria do TRF vai analisar os processos criminais arquivados pelo magistrado.

A reportagem também apurou que o atentado contra o juiz Canalli seria uma tentativa de Azambuja de evitar sua remoção de Umuarama. Sistemas de vigilância eletrônica em casas de vizinhos de Canalli mostraram um carro de Azambuja passando próximo ao local no momento do atentado. Canalli não fala sobre o episódio.

Outro lado

A defesa do juiz Jail Benites de Azambuja negou ontem envolvimento do magistrado no ataque a tiros contra a casa do juiz Luiz Carlos Canalli. Também negou que ele tenha forjado um atentado contra si.

"Ele [Azambuja] diz que não tem nada a ver com o segundo atentado [contra Canalli] e que foi realmente vítima do primeiro [ocorrido em fevereiro]", disse o advogado José Germano da Silva, de Porto Alegre.

Silva afirmou ainda desconhecer a atuação do juiz em supostos grupos de contrabandistas que atuam na fronteira com o Paraguai, a partir da região de Guaíra (PR).

De acordo com o advogado, seu cliente "colaborou com todas as diligências" e esperava ser liberado da prisão temporária a qualquer momento.

Transferência

Azambuja foi transferido de avião da cidade de Umuarama para Curitiba, onde está detido desde anteontem em uma cela do Centro de Operações Policiais Especiais, da Polícia Civil do Paraná. O local foi cedido após pedido da Polícia Federal.

A Justiça do Direito Online

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