Um juiz da Colômbia ordenou a captura de sete diretores da empresa captadora de dinheiro DMG, entre eles seu fundador e principal diretor, David Múrcia Guzmán, por conta do escândalo das "pirâmides", informaram emissoras locais.
Os diretores da DMG, firma que sofreu intervenção do governo na segunda-feira após ter arrecadado milionárias contribuições, foram acusados dos crimes de comum acordo para delinqüir, fraude e enriquecimento ilícito, afirmou a emissora "La W", de Bogotá.
O governo decretou estado constitucional de emergência social para enfrentar a crise causada pelas "pirâmides" e ditou medidas para proteger os que depositaram dinheiro nas mesmas.
O ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, anunciou que o estado de emergência, que permite ao Executivo expedir medidas de urgência por um prazo inicial de 30 dias, está em vigor desde meia-noite e iniciou o confisco de dinheiro e bens de empresas "que cumpriam uma função de cobrança não-autorizada".
"A idéia é devolver, até onde possível, esse dinheiro, para evitar a defraudação", afirmou o ministro, que pediu à população para respaldar as medidas e ter "muita calma".
O fenômeno das "pirâmides" ficou nítido na Colômbia a partir da semana passada, quando começaram a desaparecer os responsáveis por vários escritórios que emprestavam dinheiro por juros de até 300%.
Segundo números oficiais, nos últimos três anos funcionaram no país pelo menos 240 dessas companhias piratas que arrecadaram US$ 800 milhões com o oferecimento de triplicar os fundos recebidos, mas que quebraram ao não poder cumprir sua oferta.
Como conseqüência desta crise, na sexta-feira (14) o superintendente financeiro, César Prado, renunciou ao cargo.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, tinha antecipado na sexta-feira e sábado (15) que emitira medidas especiais para deter firmas captadoras de fundos e pediu que abandonassem a "cultura mafiosa do enriquecimento fácil".
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