A Justiça Federal do Rio de Janeiro toma nesta sexta-feira o depoimento de dois presos acusados de envolvimento nas fraudes em licitações para manutenção de plataformas da Petrobras –Wladimir Pereira Gomes, sócio da Angraporto, e Simon Matthew Clayton.
Os presos pela Operação Águas Profundas, da Polícia Federal, que desmantelou a quadrilha, começaram a ser ouvidos na quarta-feira. Já prestaram depoimento à Justiça Mauro Luiz Soares Zamprogno e Fernando da Cunha Sterea, outro sócio da Angraporto.
A operação da PF prendeu 15 pessoas e ainda procura por mais três –Sérgio Fernandes Granja (agente federal), Cláudio Valente Scultori da Silva (ligado à Angra na área ambiental) e Wilson Ribeiro Diniz (apontado como laranja).
Entre os presos pela operação estão três funcionários da Petrobras: Carlos Alberto Pereira Feitosa (coordenador da comissão de licitação), Carlos Heleno Netto Barbosa (gerente geral da unidade de serviços e sondagem semi-submersíveis) e Rômulo Miguel de Morais.
De acordo com o procurador da República Carlos Alberto Aguiar, em troca de carros, viagens ao exterior, entre outras formas de propina, os funcionários da Petrobras repassavam informações privilegiadas para a Angraporto, o que permitia a fraude nas licitações favorecendo a Mauá Jurong e a Iesa.
Outros dois funcionários da Petrobras foram denunciados pelo Ministério Público Federal, mas não tiveram a prisão preventiva decretada: Carlos Alberto Velasco, que também trabalhava na comissão de licitações, e José Antonio Vilanueva, que já atuou como gerente da Petrobras, segundo a PF.