seu conteúdo no nosso portal

Ministra do STJ coloca em liberdade mais dois acusados na Operação Navalha

Ministra do STJ coloca em liberdade mais dois acusados na Operação Navalha

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, relatora do inquérito que apura o esquema de fraudes descoberto pela Operação Navalha, concedeu relaxamento de prisão a Geraldo Magela Fernandes da Rocha, ex-assessor do ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, e também a João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves.

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, relatora do inquérito que apura o esquema de fraudes descoberto pela Operação Navalha, concedeu relaxamento de prisão a Geraldo Magela Fernandes da Rocha, ex-assessor do ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, e também a João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves.

Os dois, que haviam sido presos durante a operação, na semana passada, prestaram depoimento à ministra hoje pela manhã no STJ. Outros três suspeitos que foram ouvidos pela manhã no STJ, o advogado Flávio Conceição de Oliveira Neto, o ex-deputado José Ivan de Carvalho Paixão, de Sergipe, e Ney Bello, titular da Secretaria de Infra-Estrutura do governo do Maranhão, já estavam em liberdade provisória, também por decisão do STJ, e também receberam relaxamento de prisão da ministra Eliana Calmon, a mesma que havia determinado suas prisões.

Ainda hoje, mais seis acusados de participação no esquema devem ser ouvidos pela ministra: José Reinaldo Tavares (ex-governador do Maranhão), Jair Pessine (ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de Sinop-MT), Nilson Leitão (prefeito de Sinop-MT), Ernani Gomes (funcionário do Ministério do Planejamento), Flávio José Pin (superintendente de Produtos e Repasses da Caixa Econômica Federal) e Zaqueu de Oliveira Filho (servidor municipal de de Camaçari-BA).

Ex-deputado Ivan Paixão nega envolvimento

Em depoimento à ministra Eliana Calmon, o ex-deputado federal Ivan Paixão (PPS-SE) negou nesta segunda-feira ter envolvimento com a máfia que desviava recursos públicos federais. A suspeita era de que ele teria recebido R$ 50 mil para beneficiar a empresa Gautama em contratos de serviços públicos.

Segundo o advogado dele, Emanuel Cacho, Paixão “mostrou” à ministra que, enquanto era deputado, nunca apresentou nenhuma emenda ao Orçamento da União que pudesse favorecer a empresa investigada. Após o depoimento, ele teve a prisão revogada. O ex-deputado federal foi preso junto com outros 46 suspeitos de pertencer à máfia que fraudava licitações para obras públicas, durante a Operação Navalha, realizada na semana passada.

Mais depoimentos

Também prestou depoimento hoje Flávio Conceição de Oliveira Neto, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, o primeiro dos envolvidos na Operação Navalha a ser ouvido pela Justiç. Oliveira Neto negou envolvimento com a suposta máfia que fraudava licitações públicas para a realização de obras.

De acordo com Gilberto Vieira, advogado do conselheiro, o único contrato firmado entre a empresa de construção civil Gautama (teoricamente a principal beneficiada pelo esquema das fraudes) e o Estado de Sergipe foi assinado antes de Oliveira Neto assumir o cargo no tribunal. Além disso, afirmou o advogado, a obra –um sistema de abastecimento de água– foi aprovada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) de Sergipe.

Oliveira Neto, porém, teve sua prisão revogada por causa de problemas de saúde. A ministra Eliana Calmon decidiu libertá-lo, sob a justificativa de que ele não receberia os tratamentos adequados na carceragem da PF.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico