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Pai acusado de mandar matar filha é preso em SP

Pai acusado de mandar matar filha é preso em SP

O empresário Renato Grembecky Archilla, de 49 anos, foi preso na madrugada desta terça-feira (12) acusado de mandar matar a filha em 2001. O avô da vítima, Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, também foi preso por envolvimento no crime por policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

O empresário Renato Grembecky Archilla, de 49 anos, foi preso na madrugada desta terça-feira (12) acusado de mandar matar a filha em 2001. O avô da vítima, Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, também foi preso por envolvimento no crime por policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

A jovem, hoje com 29 anos, foi atacada por um policial militar vestido de Papai Noel quando parou o carro em um semáforo na Zona Sul de São Paulo. Ela sobreviveu após levar três tiros.

Em 2006, o ex-PM foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo crime. “Sempre soubemos que a atuação dele não era autônoma, ele fez a mando de alguém. Soubemos que só poderia ter partido do pai e do avô, uma vez que ela era considerada herdeira bastarda”, diz o promotor Roberto Tardelli, responsável pelo caso.

Prisão

De acordo com o Ministério Público, o mandado de prisão preventiva foi expedido na tarde desta segunda-feira (11). Segundo o promotor, os dois foram denunciados em 1º de agosto por serem mandantes de uma tentativa de homicídio.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalvez, supervisor do grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), contou que os acusados não ofereceram resistência à prisão, mas ficaram surpresos. “Disseram que são inocentes.”

O mandado de prisão expedido pela Justiça chegou às mãos do delegado às 20h de segunda. A polícia se posicionou em frente à casa dos acusados a partir das 2h desta terça. “Esperamos o dia clarear”, contou.

Os presos foram para a carceragem do Deic e mais tarde levados sem algemas para o Centro de Detenção Provisória do Belém, na Zona Leste de São Paulo. O advogado de defesa dos dois, Gustavo Eid Bianchi Prates, pretende ler os autos e ficar a par do processo antes de tecer comentários. “Não tenho como me manifestar porque não tive acesso os autos”, afirmou.

Motivação

Segundo a promotoria, o crime aconteceu depois que a vítima confirmou que era filha do empresário. “A investigação de paternidade demorou mais de 10 anos, quatro exames de DNA foram feitos. Isso acabou fazendo com que eles ficassem cada vez mais apreensivos”, explica Tardelli.

Segundo Tardelli, o MP optou por fazer dois inquéritos separados para o autor do crime e os mandantes. “Tivemos de fazer uma ação dupla. Acabou dando certo porque a condenação do executor não deixou dúvidas”. De acordo com o promotor, o caso demorou para ser investigado porque “desde o início os acusados armaram para nada acontecer contra eles”.

Próximos passos

Os dois empresários serão notificados sobre a acusação. Em seguida, será marcada uma audiência e na qual todos os envolvidos – testemunhas de acusação, da defesa e os acusados – serão ouvidos. Depois disso, sai a decisão se o caso vai para júri ou não.

Segundo Tardelli, a prisão foi feita por ser um instrumento para o processo. “Eles devem ser soltos. Mas se houver risco para a vítima e as testemunhas, ou alguma facilidade para eles fugirem, eles podem ficar presos”, explica.

Ele, entretanto, lamenta que um dos presos tenha mais de 80 anos. “O problema é que não foi um senhorzinho roubando medicamentos, ele contratou alguém para matar a neta isso prescinde a idade. Como mandante do crime, ele é muito mais letal para a vítima que qualquer outra pessoa”.

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