O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o proprietário da empresa de turismo Planeta Brasil, também conhecida como Iron Tour, Wagner José Abrahão, foram interrogados pela juíza Maria Sandra Rocha Kayat Direito, titular da 14ª Vara Criminal do Rio. Ambos respondem por crimes contra a ordem econômica e as relações de consumo. A próxima audiência, de prova de acusação, em que serão ouvidas testemunhas arroladas pelo Ministério Público, acontecerá no dia 04 de outubro, às 13h30.
Segundo o MP, Ricardo Teixeira priorizou a Planeta Brasil, uma vez que a empresa de turismo foi a única a obter da CBF a autorização para a venda de ingressos referentes à Copa do Mundo na Alemanha. A Planeta Brasil teria estipulado que a venda de ingressos só se daria em conjunto com a venda de passagens aéreas para o país do Mundial. Além disso, a denúncia ainda afirma que Abrahão aumentou o preço deste pacote turístico sem justificar o motivo, valendo-se da posição dominante no mercado, viabilizado pelo monopólio da comercialização.
Durante o interrogatório, ambos negaram a acusação. Ricardo Teixeira afirmou que mais de 800 agências de turismo no Brasil inteiro estavam cadastradas junto à Planeta Brasil para vender as entradas. “Foi bastante complexa a venda dos ingressos na Alemanha, pois o governo daquele país estava preocupado com a segurança e exigiu identificação de cada torcedor que ingressasse no estádio para assistir aos jogos”, afirmou Teixeira.
Já Wagner Abrahão disse que cabe à Associação Brasileira de Agência de Viagens