O Ministério Público de São Paulo investiga quatro contratos da Siemens com o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que totalizam cerca de R$ 1 bilhão, informa reportagem de Mario Cesar Carvalho publicada na última sexta-feira na Folha.
A suspeita da Promotoria é que os contratos tenham sido superfaturados. Além disso, a empresa teria subornado agentes públicos e políticos brasileiros para fechar contratos.
Segundo a reportagem, o contrato de maior valor investigado no Brasil foi assinado em 2000, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), para construir a linha da CPTM que liga o largo Treze ao Capão Redondo. O contrato inicial era de R$ 527,3 milhões.
As investigações começaram com o inquérito que investiga a multinacional francesa Alstom, suspeita de ter pagado propina para obter contratos com empresas ligadas ao governo paulista.
A principal suspeita do Ministério Público recai sobre um contrato que envolve a Siemens da Alemanha e a do Brasil e um consultor do Uruguai.
Por meio de nota, o Metrô e a CPTM disseram que os quatro contratos sob investigação foram julgados regulares pelos órgãos de fiscalização.
A Siemens afirma não ter encontrado em seus arquivos no Brasil o contrato com o consultor uruguaio mencionado pelo Ministério Público.
A Justiça do Direito Online