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TJ pode ordenar prisão de seis empresários no Caso Santo André

TJ pode ordenar prisão de seis empresários no Caso Santo André

Quase dois anos após terem sido denunciados por cobrança de propina na Prefeitura de Santo André, seis empresários poderão ter seus pedidos de prisão confirmados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Quase dois anos após terem sido denunciados por cobrança de propina na Prefeitura de Santo André, seis empresários poderão ter seus pedidos de prisão confirmados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ontem, a 3ª Câmara Criminal do TJ iniciou o julgamento e, dos três desembargadores que analisaram o caso, dois votaram pela prisão preventiva. O terceiro pediu vista do processo e deverá se manifestar somente na próxima terça-feira.

Votaram os desembargadores Segurado Braz e Oliveira Ribeiro. Pediu vista Walter Guilherme. Até terça, os dois magistrados poderão alterar seus votos.

Um dos réus é Sérgio Gomes da Silva, que está preso desde dezembro passado sob a acusação de ser um dos mandantes da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT).

São acusados ainda o ex-secretário de Santo André e vereador Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT) e os empresários Ronan Maria Pinto, Irineu Nicolino Martin Bianco, Humberto Tarcisio de Castro e Luiz Marcondes de Freitas Júnior. Todos foram acusados de usar a prefeitura para exigir propina de empresas da cidade.

Tanto essa cobrança ilegal quanto a morte de Daniel foram investigadas pela Promotoria de Santo André, que concluiu que o prefeito foi morto após tentar desmontar o esquema de arrecadação montado na cidade. Parte do dinheiro, dizem testemunhas, seguiu para o PT, o que o partido nega de forma enfática.

A decisão da câmara refere-se a um recurso impetrado pelo Ministério Público, que teve rejeitado pela Justiça estadual, em junho de 2002, o pedido de prisão contra os seis empresários.

Advogados dos acusados pediram ontem um julgamento jurídico, não político. Alegaram que seus clientes sempre compareceram aos depoimentos, nunca fugiram e nunca atrapalharam a investigação. A Promotoria, no entanto, diz estar “preocupada” com a possibilidade de fuga.

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