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CCJ vai dar poder de CPI ao Conselho de Ética

CCJ vai dar poder de CPI ao Conselho de Ética

Com 14 anos de atraso, os senadores resolverem, enfim, acabar com um incômodo vácuo na Casa: a falta de um manual de procedimentos para o Conselho de Ética. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar hoje (10) um projeto de resolução que cria o Regimento Interno do colegiado...

Com 14 anos de atraso, os senadores resolverem, enfim, acabar com um incômodo vácuo na Casa: a falta de um manual de procedimentos para o Conselho de Ética. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar hoje (10) um projeto de resolução que cria o Regimento Interno do colegiado, que tem se desdobrado para apurar as denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A proposta, de Valter Pereira (PMDB-MS), dá ao Conselho de Ética poder para quebrar sigilos e afastar de cargos de comando os senadores acusados. Garante, ainda, que as votações sejam abertas e define os casos em que a relatoria não pode ser entregue a determinado senador.

De acordo com Valter Pereira, o projeto deve pôr fim às intermináveis discussões que marcaram os processos contra Renan. ”Vai ficar claro que as sessões e as votações dos relatórios no Conselho de Ética serão abertas”, exemplifica. O relator poderá, sim, ser do mesmo partido do autor da representação, ao contrário do que pensa hoje o presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Só haverá vedação a parlamentares do mesmo partido ou estado do acusado.

A proposta (veja a íntegra) diz que a relatoria só poderá ser exercida por um relator. Casos complexos poderão ser compartilhados por até três sub-relatores. Entretanto, só o relator vai redigir o parecer pela cassação ou absolvição do acusado.

Se depender do texto de Valter, o Conselho vai ter poderes de CPI, o que não acontece nem na Câmara, onde já existe um regimento interno. O colegiado poderá quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos envolvidos quando achar necessário. Poderá pedir perícias, documentos e fazer diligências externas. Entretanto, tudo dependerá da autorização da Mesa Diretora. “Ela não vai ter como negar, pela própria transparência do processo”, disse ele. “E não pode sentar em cima.”

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