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Conselho separa processos e adia decisão sobre 2ª representação contra Renan

Conselho separa processos e adia decisão sobre 2ª representação contra Renan

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), recuou e as três representações contra Renan Calheiros (PMDB-AL) terão relatórios independentes. Foi feito um acordo para que a tramitação seja conjunta e foi dado um prazo preliminar de 30 dias para que os relatores concluam seus trabalhos e apresentem pareceres independentes.

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), recuou e as três representações contra Renan Calheiros (PMDB-AL) terão relatórios independentes. Foi feito um acordo para que a tramitação seja conjunta e foi dado um prazo preliminar de 30 dias para que os relatores concluam seus trabalhos e apresentem pareceres independentes.

Quintanilha foi pressionado pelos colegas a voltar atrás nas decisões de juntar as duas últimas representações e nomear Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Calheiros para relatá-las.

Após a pressão, a representação número três, que trata da utilização de “laranjas” para a compra de veículos de comunicação em Alagoas, e a de número quatro, que acusa um esquema de desvio de recursos em ministérios comandados pelo PMDB, terão tramitação distintas. Almeida Lima relatará uma delas e Quintanilha indicará até amanhã outro relator.

O objetivo inicial da reunião era a apresentação do relatório de João Pedro (PT-AM), que pediria a paralisação das investigações. No final, João Pedro também recuou e decidiu pedir mais diligências sobre o caso.

A primeira delas foi solicitar à Polícia Federal o relatório da Operação Navalha, que prendeu diretores da cervejaria Schincariol. O petista investiga se Calheiros fez lobby para a cervejaria após um negócio suspeito de seu irmão, o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL).

Durante as quase quatro horas de debate pouco se falou sobre o relatório de João Pedro. As manifestações da maioria dos senadores foram de contrariedades com as decisões de Quintanilha sobre os dois últimos processos.

Por fim, o presidente do colegiado acabou recuando. Após a reunião, Quintanilha afirmou não ser possível garantir que as investigações no órgão serão concluídas ainda nesse ano porque o prazo de 30 dias pode ser prorrogado. Afirmou ainda que consultará os líderes para escolher o último relator.

O líder do DEM, José Agripino, comemorou o recuo e a separação dos processos. “Foi uma decisão sensata, racional e que merece respeito”.

O líder do PSB, Renato Casagrande, foi outra voz favorável à separação, mas mostra ainda reservas quanto a escolha de Almeida Lima. “Nós recolocamos as coisas no lugar. Parte das nossas preocupações foram atendidas. O que ainda fica pendente é a dúvida que se coloca sobre o senador Almeida Lima ser o relator, mas isso é uma prerrogativa do presidente”.

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