seu conteúdo no nosso portal

Corregedorias de justiça investigam 1.500 por infrações disciplinares em todo o país

Corregedorias de justiça investigam 1.500 por infrações disciplinares em todo o país

Um balanço final dos primeiros dois anos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o órgão de controle externo do Judiciário, mostra que foram abertas mais de 5 mil ações disciplinares para apurar denúncias contra magistrados, servidores e também titulares de cartórios, das quais 1.500 ainda estão em andamento. Os procedimentos investigam desvios de conduta, irregularidades administrativas e também a demora excessiva de juízes para julgar processos. Nos últimos dois anos, foram punidos, em todo o país, 140 integrantes do Judiciário. Os dados fazem parte do relatório final de gestão 2005-2007 da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao CNJ e obtido com exclusividade pelo Correio.

Um balanço final dos primeiros dois anos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o órgão de controle externo do Judiciário, mostra que foram abertas mais de 5 mil ações disciplinares para apurar denúncias contra magistrados, servidores e também titulares de cartórios, das quais 1.500 ainda estão em andamento. Os procedimentos investigam desvios de conduta, irregularidades administrativas e também a demora excessiva de juízes para julgar processos. Nos últimos dois anos, foram punidos, em todo o país, 140 integrantes do Judiciário. Os dados fazem parte do relatório final de gestão 2005-2007 da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao CNJ e obtido com exclusividade pelo Correio.

A estatística reuniu dados das corregedorias de diversos ramos e instâncias do Judiciário. Segundo o relatório, as mais de 5 mil investigações disciplinares abertas no biênio 2005-2007 representam aumento de 60% em relação ao período anterior. Desse total, 69,2% já foram arquivadas. Apenas no âmbito nacional, foram abertos no CNJ, nos últimos dois anos, 2 mil processos para apurar denúncias desse tipo. Quatrocentas investigações ainda estão em andamento.

Entre os procedimentos atualmente no conselho estão duas sindicâncias instauradas para apurar fatos relativos a magistrados envolvidos nas operações Furacão e Têmis, da Polícia Federal. Nos dois casos, há acusações de envolvimento de juízes com venda de sentenças. Há poucos dias, em outro caso importante da Corregedoria Nacional, o plenário do CNJ decidiu afastar o desembargador Dirceu de Almeida Soares, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sob a acusação de constranger e pressionar juízes para a concessão de decisões favoráveis a advogados amigos.

Ele responderá a processo administrativo e, caso seja condenado, poderá ser punido, no máximo, com aposentadoria compulsória. A perda do cargo só pode se dar com condenação em processo criminal. Soares responde a ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde outros 135 magistrados são alvo de investigação.

Punições

Segundo o corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Antônio de Pádua Ribeiro, o número de punições pelo país também aumentou nos últimos dois anos. Entre 2005 e 2007, 140 integrantes do Judiciário foram punidos com as mais diversas penas (veja arte). Nos dois anos anteriores, esse número foi de 82. “O CNJ começou em junho de 2005 e o efeito multiplicador logo funcionou”, argumentou. Os tribunais chegaram a demitir cinco magistrados, mas, segundo o corregedor, isso ocorreu no âmbito administrativo porque eram pessoas em estágio probatório nos tribunais, ou seja, ainda não eram vitalícios.

Com a ajuda da Corregedoria Nacional de Justiça, muitos processos administrativos em tribunais estaduais resultaram em punições. Foi o caso da investigação administrativa contra juízes suspeitos de participar da máfia dos combustíveis. Alguns deles foram colocados em disponibilidade com vencimentos proporcionais. Pádua Ribeiro destacou os casos em que a simples atuação da corregedoria afastou do Judiciário magistrados acusados de graves desvios.

Os dados passados pelas corregedorias mostram que 26 juízes pediram aposentadoria para escapar da punição. “Sabe o que eles fizeram apenas em razão da iminência da instauração de um procedimento disciplinar? Pediram aposentadoria”, disse. Ele lembrou que, embora os processos administrativos contra essas pessoas estejam extintos, o resultado das apurações é enviado ao Ministério Público para a possível instauração de processo criminal. O ministro argumentou ainda que não é papel das corregedorias punir os magistrados. “Elas apuram as faltas e os desvios de condutas. Pela Constituição, as punições são de competência exclusiva dos plenários do CNJ ou dos tribunais”, esclareceu.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico