A construção de duas novas quadras no Setor Sudoeste está suspensa. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) decidiu seguir recomendação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e vai parar de analisar o pedido de licenciamento ambiental da área feito pela Antares Engenharia Ltda, que pretende construir 22 edifícios residenciais em um espaço que pertencia à Marinha, vizinha ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A expansão do bairro, dessa forma, terá de esperar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o contrato entre a corporação e a construtora, que está suspenso por suspeitas de irregularidades.
O processo entra nessa quarta-feira (03/09) na pauta da reunião de plenário dos ministros do TCU e o tribunal pode liberar ou não o novo empreendimento. Em março deste ano, porém, o ministro Marcos Bemquerer, relator do processo, contestou a transação entre a Marinha e a construtora Antares. Questionou o fato de não ter sido aberta uma licitação pública antes de o terreno ser negociado e a forma de avaliação da área, feita antes que as normas de gabarito da região fossem estabelecidas. Amanhã, os demais ministros decidem se concordam ou não com as alegações feitas por Bemquerer.
O terreno no Sudoeste tem 140 mil metros quadrados e pertencia à Marinha. Há dois anos, a corporação decidiu trocar o imóvel por 784 apartamentos em Águas Claras, que seriam doados para militares transferidos para Brasília. Mas o Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça Federal questionando a permuta. Na última quinta-feira, a 4ª Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) do MPDFT recomendou que a expansão fosse suspensa até os processos no TCU e na Justiça Federal serem julgados definitivamente.