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Hollywood perde batalha judicial sobre pirataria de DVDs na web

Hollywood perde batalha judicial sobre pirataria de DVDs na web

Uma corte de apelações de Oslo, capital da Noruega, absolveu hoje Jon Johansen, 20, acusado pelos estúdios de cinema norte-americanos de facilitar a pirataria de filmes na internet.

Uma corte de apelações de Oslo, capital da Noruega, absolveu hoje Jon Johansen, 20, acusado pelos estúdios de cinema norte-americanos de facilitar a pirataria de filmes na internet.

Segundo a corte, Johansen não violou lei alguma ao “driblar” códigos de computador e distribuir, pela internet, um programa para copiar DVDs.

A decisão do tribunal é mais um revés para a MPAA (associação dos estúdios de cinema dos EUA), que dizem perder ou melhor: deixar de faturar US$ 30 bilhões por ano por causa da pirataria.

Hollywood acusava o jovem norueguês de roubo por ter “quebrado” um código de proteção anticópias quando ele tinha apenas 15 anos.

Johansen, também chamado na internet de “DVD Jon”, admitiu perante o tribunal ser inocente das acusações.

A corte que avaliou o caso em primeira instância, em janeiro de 2003, havia dito que o jovem era livre para fazer o que quisesse com DVDs que ele tivesse comprado legalmente.

Os estúdios norte-americanos recorreram, e pediram inclusive que o tribunal declarasse uma pena de 90 dias de prisão para Johansen.

O juiz Wenche Skjeggestad negou a apelação e disse que os promotores falharam na tentativa de provar que o software criado pelo jovem chamado DeCSS tenha sido usado para produzir cópias ilegais dos filmes.

Vale lembrar, nesse caso, a diferença entre a obra propriamente dita esta protegida por direitos autorais e o suporte material que carrega a obra. Quando o consumidor adquire um CD, ele adquire o direito de ouvir as músicas.

A cópia do disco com o objetivo de uso pessoal para tê-lo em vários ambientes: em casa, no carro etc. em tese não é ilegal.

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