Hoje, na 1ª Vara Criminal de Goiânia, houve a audiência na qual o juiz Jesseir Coelho de Alcântara colheu o depoimento de nove testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP), na ação penal em que o cabeleleiro e guarda patrimonial Graciano Gomes Lourenço, de 29 anos, é acusado de matar a ex-namorada, a estudante de enfermagem Juliana de Fátima Carvalho, então com 19 anos. Foram ouvidos Edivar Teixeira de Lima Filho, Fábio Evangelista Gonçalves, Rinaldo Lourenço da Fonseca, Luciano Gonzaga Pereira, Carlos Roberto Brandão, José Carvalho da Fonseca, Noemia Alves Germano, Magaly Franco Martins e Maria Denise de Aquino Alves. O crime ocorreu por volta das 12h40 do dia 6, em frente àà Universidade Paulista (Unip), na BR-153, onde Juliana estudava.
Caso
Segundo a denúncia, os dois namoraram por dois meses, e após a vítima ter rompido o relacionamento, Graciano, inconformado, passou a ameaçá-la de morte, bem como a família dela. No dia do fato, o cabeleireiro abordou Juliana quando ela deixava a faculdade, tendo na ocasião a puxado pelo braço e tentado a força colocá-la em seu carro. Ainda de acordo com a ação penal, para intimidar a estudante, Graciano disparou um tiro em direção aos pés dela, o que a fez entrar no veículo.
Pouco depois, ao conseguir deixar o carro, a víítima foi agredida com dois chutes dados pelo cabeleireiro, que a agarrou enquanto ela tentava entrar em um ônibus. Conforme a promotoria, Graciano atirou na nuca de Juliana e em seguida na testa, sem que a estudante pudesse esboçar qualquer reação.