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Justiça alemã investiga Peter Hartz por apropriação indébita

Justiça alemã investiga Peter Hartz por apropriação indébita

A Justiça alemã decidiu investigar o ex-diretor de recursos humanos da Volkswagen, Peter Hartz, por apropriação indébita de fundos, informaram hoje as autoridades alemãs. "Nesta semana, a Procuradoria de Braunschweig também acusou Peter Hartz na investigação da Volkswagen por suposto desfalque", disse a instituição alemã.

A Justiça alemã decidiu investigar o ex-diretor de recursos humanos da Volkswagen, Peter Hartz, por apropriação indébita de fundos, informaram hoje as autoridades alemãs.

“Nesta semana, a Procuradoria de Braunschweig também acusou Peter Hartz na investigação da Volkswagen por suposto desfalque”, disse a instituição alemã.

A Justiça revistou o escritório de trabalho de Hartz na Volkswagen e colheu várias provas.

O estudo do depoimento de Hartz proporcionou indícios de que o ex-diretor de recursos humanos da Volkswagen, entre outros, teve conhecimento de um possível uso ilegal do dinheiro da empresa e, inclusive, pode ter autorizado ou apoiado esse uso.

A Justiça alemã também acusa o ex-diretor de recursos humanos da Skoda, empresa tcheca do grupo Volkswagen, Klaus-Joachim Gebauer, por este uso irregular do dinheiro da companhia.

A Procuradoria confirmou que Gebauer, em seu depoimento de cinco horas, também acusou Hartz de ter conhecimento das viagens de luxo e turismo sexual realizadas por alguns diretores e membros do comitê de empresa da Volkswagen.

O presidente do estado federado da Baixa Saxônia, Christian Wulff, que é membro do conselho de vigilância da Volkswagen, reagiu com cautela ao ter conhecimento das investigações contra Hartz.

“Devemos esperar as investigações completas da Procuradoria e o relatório que será apresentado em breve pelos auditores que contratamos”, disse Wulff.

O estado alemão da Baixa Saxônia, onde fica a sede central da Volkswagen, tem 18,2% das ações da empresa com poder de decisão e dois representantes no conselho de vigilância.

Um porta-voz da Volkswagen reiterou o interesse da companhia em esclarecer o escândalo e lembrou que o presidente do grupo, Bernd Pischetsrieder, enfatizou em várias ocasiões “que todos os atos do escândalo devem ser esclarecidos sem considerar pessoas ou cargos”.

Hartz foi colaborador do chanceler alemão, Gerhard Schröder, e inspirou as reformas trabalhistas que levam seu nome e são aplicadas até agora pelo Governo.

Em entrevista publicada pela revista Stern, Gebauer disse que a Volkswagen organizou e pagou “freqüentemente”, desde meados dos anos 90, os serviços de prostitutas e viagens de luxo para altos cargos sindicais e diretores do grupo.

Hartz teve de pedir demissão por causa da publicação deste escândalo na imprensa alemã. O então diretor da Skoda, Helmuth Schuster, e Gebauer foram afastados de seus cargos pela Volkswagen.

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