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Justiça analisa liminar que bloqueia bens da Varig

Justiça analisa liminar que bloqueia bens da Varig

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, analisa hoje a liminar concedida na semana passada pela 14ª Vara Federal do Trabalho do Rio, que determinou o arresto dos bens da Varig. A 8ª Vara Empresarial é responsável pela análise do processo de recuperação judicial --mecanismo que substituiu a concordata na nova Lei de Falências-- da Varig.

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, analisa hoje a liminar concedida na semana passada pela 14ª Vara Federal do Trabalho do Rio, que determinou o arresto dos bens da Varig. A 8ª Vara Empresarial é responsável pela análise do processo de recuperação judicial –mecanismo que substituiu a concordata na nova Lei de Falências– da Varig.

Márcio Marsillac, coordenador da associação TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), deve se reunir amanhã com Ayoub para tentar convencer o juiz que a liminar está de acordo com o plano de recuperação aprovado em dezembro passado, que prevê a criação de uma filial da Varig que seria leiloada para pagar os credores.

“Vamos mostrar que não há contradição nenhuma entre a recuperação judicial e a liminar. Desta vez, a Justiça do Trabalho entendeu que poderia dar uma contribuição para o plano de recuperação da Varig”, disse o coordenador da TGV, Márcio Marsillac.

Na liminar concedida na semana passada, o juiz determinou a segregação dos ativos operacionais da Varig, que ficariam sob responsabilidade da filial Varig Operacional. Essa empresa, que asseguraria a continuidade das operações da Varig, seria depois leiloada e o dinheiro obtido pagaria os débitos da companhia aérea.

No entanto, a 8ª Vara Empresarial entendeu no ano passado que havia um conflito entre uma liminar concedida pela 19ª Vara do Trabalho do Rio –que também determinava o arresto dos bens da companhia– e o processo de recuperação judicial. Depois da interferência da 8ª Vara Empresarial, a juíza Giselle Bondim Lopes Ribeiro, da 19ª Vara do Trabalho do Rio, acabou revogando a liminar que havia bloqueado os bens da Varig.

“Essa nova empresa será levada a leilão, como prevê o plano de recuperação da Varig”, afirmou Marsillac. “Desde a aprovação do plano, nada se fez pela recuperação da Varig.”

O coordenador da TGV afirmou que esse leilão deve conseguir um valor maior que o ofertado pela VarigLog para a Varig, de US$ 400 milhões. “A liminar não vai de encontro à recuperação. Ela vai ao encontro do plano, que foi aprovado em dezembro e desde então mais nada se fez.”

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