O calmo ambiente pintado de verde-claro do imóvel espaçoso do Jardim Bahiano (Nazaré), onde funciona a Casa de Acesso à Justiça, principal núcleo de atendimento da Defensoria Pública do Estado (DPE), não indica que este é o principal centro de atendimento do “primo pobre” da Justiça e Ministério Público, última esperança de muita gente.
A situação da instituição que responde por 80% a 85% dos processos que tramitam no Judiciário é evidenciada pelo intenso movimento de pessoas que começam a chegar de madrugada à sede de Nazaré, de várias partes da cidade, para pegar uma das 150 fichas diárias de atendimento. São casos novos, encaminhados para a triagem e atendidos por defensores e estagiários.
A coordenadora do núcleo, Magda Bastos, diz que “é impossível fazer um levantamento do número real de pessoas atendidas diariamente”. Os defensores geralmente superam o número mínimo de oito retornos, diante da necessidade imperiosa da população de baixa renda (até dois salários mínimos), que não tem outra forma de ter acesso à Justiça.