O Conselho de Ministros saudita aprovou uma nova lei de trabalho que permite às mulheres “trabalhar em todos aqueles campos que sejam adequados para sua natureza”.
O ministro saudita da Cultura e Informação, Iyad Madani, que anunciou a nova legislação, não precisou a que se refere, no novo código de trabalho, a fórmula “adequados para a natureza” da mulher, grupo que na Arábia Saudita tem alguns de seus direitos fundamentais bloqueados.
Homens e mulheres são segregados e não podem interagir nos espaços públicos deste conservador e rico reino petroleiro da península Arábica.
As mulheres também não podem votar, dirigir, sair sós à rua ou viajar sem a permissão de pai, marido ou tutor.
Na semana passada, foi decidido que pela primeira vez as sauditas poderiam optar a trabalhar nos serviços de limpeza, e no cuidado de doentes e idosos em hospitais e empresas privadas do país.
A nova lei de trabalho saudita outorga também alguns direitos às mulheres, como uma baixa por maternidade de quatro semanas antes de dar à luz e de 42 dias após o parto.
Além disso, obriga ao patrão que empregue cinqüenta ou mais mulheres a proporcionar babás que cuidem dos filhos com menos de seis anos de idade.
O novo código também tenta reduzir a dependência que tem o reino da mão-de-obra estrangeira em alguns setores até o momento rechaçados pelos sauditas, e por extensão frear o galopante desemprego que ameaça o país.