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Ministro Peçanha Martins recebe homenagens em seu último dia como julgador na 2ª Turma

Ministro Peçanha Martins recebe homenagens em seu último dia como julgador na 2ª Turma

Os ministros que compõem a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha (presidente), Eliana Calmon e Castro Meira, prestaram homenagens ao ministro Francisco Peçanha Martins em sua última participação na Turma. O ministro Peçanha, que ficou por treze anos como titular da Segunda Turma, assume hoje (5) a vice-presidência do STJ.

Os ministros que compõem a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha (presidente), Eliana Calmon e Castro Meira, prestaram homenagens ao ministro Francisco Peçanha Martins em sua última participação na Turma. O ministro Peçanha, que ficou por treze anos como titular da Segunda Turma, assume hoje (5) a vice-presidência do STJ.

O presidente da Segunda Turma, ministro João Otávio de Noronha, não conseguiu disfarçar a emoção ao iniciar seu discurso de despedida. Disse que não se dirigia ao ministro Peçanha, mas ao “leal companheiro e amigo de todas as horas”. João Otávio contou que, quando assumiu a Presidência, foi alertado por um amigo para que tivesse cuidado com o ministro Peçanha, que, segundo o tal amigo, era muito rigoroso, muito bravo. “Até hoje não percebi nenhum ato de braveza, senão de seriedade e competência”, declarou.

O ministro João Otávio de Noronha ressaltou que não haverá substituto que possa trazer tanta alegria e vivacidade às reuniões da Turma. “Não teremos mais aquela sensacional briga baiana entre os ministros Peçanha e Eliana, e eu perderei o prazer de apaziguar esses debates”, declarou. Ele finalizou a homenagem lamentando o afastamento do amigo que, conforme destacou, tem sido uma referência nesses seus três anos como magistrado.

Sem esconder sua tristeza, a ministra Eliana Calmon também se dirigiu ao ministro Peçanha Martins para ressaltar sua lealdade. “Sabemos exatamente o que o ministro Peçanha pensa e acha. Nunca encontrei nenhuma opinião ou posicionamento que não fosse sincero”, disse. “Mesmo que você não queira, vou continuar buscando sua convivência que sempre foi tão frutífera pra mim”, confessou.

Já o ministro Castro Meira ressaltou o amplo conhecimento jurídico demonstrado pelo ministro Peçanha Martins e lembrou os inúmeros casos em que o ministro discordou da maioria da turma, “sempre demonstrando um profundo conhecimento dos casos”, recordou.

Um advogado da platéia subiu à Tribuna para também homenagear o ministro e lhe desejar uma frutífera administração “em nome de todos os advogados brasileiros e em especial dos que militam nesta egrégia Corte”, disse.

Ao tomar a palavra, o ministro Peçanha não conseguiu disfarçar a voz embargada. Ele agradeceu a todos, lembrou antigos colegas de trabalho, como o ministro Carlos Veloso, e contou que sempre pedia aos colegas que o alertassem quando estivesse se excedendo em suas defesas. ” O advogado é sempre um defensor de idéias e deve ser sim um combatente”, defendeu.

O ministro Peçanha Martins também disse: “Sou um constante aprendiz. Tudo o que acumulei vem de um primeiro aprendizado em minha casa, com meu pai e minha mãe. Aprendi com eles a não mentir. E assim, sempre me propus a conversar, dialogar, ouvir novas idéias, na tentativa de adotar o melhor. Advoguei durante 30 anos e, se a saúde me permitir, pretendo voltar para essa classe que me escolheu para ser seu representante nesta Corte. O que muito me honra! Minha presença nesta Turma, neste Tribunal, foi sempre muito prazerosa. Tenho dito que sou um homem feliz porque faço o que gosto. Sou o que sou. Não sei dissimular. E, por isso mesmo, tenho feito muitos amigos. Não conheço inimigo declarado. Tenho o nome de Francisco e talvez por isso me agrade fazer amizade e servir à coletividade.”

Ao finalizar o seu agradecimento, o ministro disse que acredita no serviço público e lamenta sua saída da Turma. “Sentirei falta da convivência cordial, dos diálogos e embates que – graças a Deus – travamos sempre em busca de fazer Justiça”.

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