O registro profissional da advogada de Franca Adriana Telini Pedro está suspenso por 12 meses. Ela é acusada pela Polícia de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso foi julgado na manhã dessa sexta-feira pelo Tribunal de Ética da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ribeirão Preto (SP), em sessão que durou três horas. A advogada tem 15 dias para recorrer da decisão junto ao Tribunal de Ética da Seccional da OAB de São Paulo, na capital paulista.
Adriana Telini foi flagrada durante conversas telefônicas com Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”, ligado ao PCC, que foi escondido por ela durante uma fuga, em junho de 2005. A advogada também teria informado a bandidos sobre localizações de seus clientes, que estavam com dinheiro decorrentes de ganhos de ações e, por isso, seriam bons alvos para assaltos. Adriana foi convocada, em julho, a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas.
A advogada já cumpria uma punição de registro suspenso por três meses, cujo prazo venceria na próxima quinta-feira. A partir desse dia, ela poderia voltar a advogar enquanto o eventual recurso para a suspensão dos 12 meses tramita em São Paulo. A defesa de Adriana vai recorrer da decisão em segunda instância, na Secretaria de Câmaras da OAB, na seccional de São Paulo, na próxima semana.