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Operação mão-de-obra: PF suspeita que lobista ocupou sala no Senado

Operação mão-de-obra: PF suspeita que lobista ocupou sala no Senado

A investigação da Polícia Federal levanta a possibilidade de o lobista Eduardo Bonifácio Ferreira ter ocupado uma sala no Senado durante as negociações com os empresários interessados nas milionárias licitações da Casa. De acordo com relatório de inteligência da PF, Ferreira aparecia "todo dia" no Senado no primeiro semestre de 2006, quando não era funcionário da Casa.

A investigação da Polícia Federal levanta a possibilidade de o lobista Eduardo Bonifácio Ferreira ter ocupado uma sala no Senado durante as negociações com os empresários interessados nas milionárias licitações da Casa. De acordo com relatório de inteligência da PF, Ferreira aparecia “todo dia” no Senado no primeiro semestre de 2006, quando não era funcionário da Casa. “Todo dia Eduardo vai de manhã ao Senado Federal, faz ok para o vigilante do estacionamento e entra com o carro”, diz trecho do texto da polícia.

Na semana passada, o Correio revelou que, num monitoramento ocorrido em 29 de junho de 2006, o serviço de inteligência da PF flagrou Eduardo Ferreira abrindo com a própria chave o então gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). Primeiro secretário do Senado, Efraim prorrogou esses contratos suspeitos sem licitação até 2009. No total, são três concorrências públicas que somam R$ 35 milhões

A suspeita de que Eduardo Ferreira ocupava uma sala no Senado era tão grande que a polícia chegou a retificar o pedido de mandado de busca e apreensão para a Operação Mão-de-Obra, feita pela PF em 26 de julho de 2006. A PF incluiu a suposta sala de Ferreira na lista que já incluia as dos servidores Dimitrios Hadjinicolaou e Aloysio Brito Vieira, e a do diretor-geral, Agaciel Maia.

O Ministério Público Federal acusa Ferreira, em denúncia feita em 25 de março deste ano, de intermediar o resultado das licitações em 2006 com os donos das empresas Conservo, Ipanema e Brasília Informática. As duas primeiras acabaram ganhando as concorrências, enquanto a terceira teria recebido uma compensação financeira por ficar de fora dos contratos.

Segundo a investigação, o lobista agia em nome do Senado, principalmente porque conseguiu garantir a vitória das empresas. Ferreira se encontrou, ao menos, oito vezes com os representantes da Conservo e da Ipanema durante o processo licitatório. O código usado por eles era “tomar vinho”, segundo a apuração policial.

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