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Parentes de Jean Charles querem outro juiz

Parentes de Jean Charles querem outro juiz

Parentes do brasileiro morto no metrô de Londres exigem juiz do Alto Tribunal para dar prosseguimento às investigações Os parentes do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto em julho do ano passado no metrô de Londres pela polícia local, que o confundiu com um terrorista, pediram que um juiz do Alto Tribunal assuma o caso. Uma representante legal dos familiares de Jean explicou à imprensa que, devido à complexidade do caso, os parentes do jovem brasileiro querem um magistrado do Alto Tribunal no comando do processo, ao invés de um juiz de instrução.

Os parentes do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto em julho do ano passado no metrô de Londres pela polícia local, que o confundiu com um terrorista, pediram que um juiz do Alto Tribunal assuma o caso. Uma representante legal dos familiares de Jean explicou à imprensa que, devido à complexidade do caso, os parentes do jovem brasileiro querem um magistrado do Alto Tribunal no comando do processo, ao invés de um juiz de instrução.

“Casos complexos e contenciosos devem ser ouvidos por um juiz do Alto Tribunal, não por um juiz de instrução”, afirmou a advogada dos parentes do brasileiro, Harriet Wistrich.

“Solicitamos que o Alto Tribunal atenda o pedido da família para que um juiz assuma o caso”, explicou Wistrich, em declarações após uma breve passagem pelo tribunal de Southwark (sul de Londres), responsável pela investigação do homicídio do brasileiro.

Inocente

“Um inocente foi vitimado e a família quer que os responsáveis por esta morte prestem contas à justiça”, disse a advogada. Jean Charles de Menezes, um eletricista de 27 anos, recebeu oito tiros sete na cabeça na estação de metrô de Stockwell, zona sul de Londres, de um policial à paisana que o confundiu com um homem-bomba.

Durante a audiência que durou apenas cinco minutos, o tribunal ouviu o depoimento de John Cummins, o principal investigador da Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC, na sigla em inglês), que foi indagado sobre as circunstâncias da morte de Jean.

O policial garantiu que a comissão não enfrentou obstruções ao investigar a morte de Jean Charles. “Não houve obstrução na investigação”, afirmou Cummins, que se disse “satisfeito com a investigação”, cujo relatório foi enviado à Promotoria Geral, que deve decidit se processa ou não os agentes envolvidos na morte do brasileiro.

Conclusões

As conclusões da IPCC sobre o assassinato de Jean Charles de Menezes que aconteceu um dia depois de uma tentativa frustrada de repetir os atentados de 7 de julho, que deixaram 56 mortos em Londres não serão divulgadas antes de uma análise da promotoria.

A família criticou mais uma vez a IPCC por não ter revelado aos parentes da vítima este relatório. A decisão da promotoria britânica sobre possíveis sanções contra os policiais envolvidos na operação que custou a vida do brasileiro deve ser anunciada nos próximos meses.

Apesar da comissão ter se recusado a antecipar qualquer dado sobre a investigação ou sobre a natureza das ofensas criminais, trechos do documento vazaram para a imprensa.

Segundo as informações divulgadas pelos meios de comunicação, a comissão recomendou à promotoria que processe os policiais responsáveis por vigiar a casa de onde saiu Jean Charles, por supostamente terem falsificado o conteúdo de suas anotações para atribuir o equívoco aos agentes da Brigada Armada.

A IPCC também investiga o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, que determinou a polêmica política da Scotland Yard de “atirar para matar”. As conclusões desta investigação serão divulgadas em meados de abril. Esta segunda investigação foi aberta depois de um pedido oficial apresentado pela família de Jean Charles, que afirma que a polícia a enganou e também enganou o povo britânico ao informar sobre a morte do jovem.

A Polícia Metropolitana informou primeiro que Jean Charles de Menezes foi atingido durante uma operação antiterrorista e mais tarde teve que reconhecer que se tratava de um inocente eletricista que seguia, como todas as manhãs, para seu local de trabalho, e que tudo não havia passado de um trágico erro. Os pais de Jean Charles, José Matozinho Otoni da Silva e Maria Ambrosina Otoni, afirmaram, ontem, que só querem Justiça no caso. A família do rapaz mora na zona rural de Córrego dos Ratos, que fica próximo à cidade de Gonzaga, próximo a Governador Valadares.

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