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Parentes exonerados do TJES de função comissionada terão redução de até R$ R$, 3,6 mil

Parentes exonerados do TJES de função comissionada terão redução de até R$ R$, 3,6 mil

Levantamento do Sindicato dos Servidores do Judiciário do Espírito Santo (Sindijudiciário) aponta que 1,2 mil pessoas exercem cargos comissionados na Justiça capixaba. Os salários variam de R$ 1,2 mil, para um chefe de setor, até R$ 5,6 mil para um cargo de assessor I de desembargador. Destes 1,2 mil servidores, 798 não possuem nenhum vínculo trabalhista na Justiça, ou seja, foram contratados sem ao menos terem passado em concursos públicos do judiciário. Estas pessoas e os desembargadores representam 73% da folha salarial da Justiça do Espírito Santo.

Levantamento do Sindicato dos Servidores do Judiciário do Espírito Santo (Sindijudiciário) aponta que 1,2 mil pessoas exercem cargos comissionados na Justiça capixaba. Os salários variam de R$ 1,2 mil, para um chefe de setor, até R$ 5,6 mil para um cargo de assessor I de desembargador. Destes 1,2 mil servidores, 798 não possuem nenhum vínculo trabalhista na Justiça, ou seja, foram contratados sem ao menos terem passado em concursos públicos do judiciário. Estas pessoas e os desembargadores representam 73% da folha salarial da Justiça do Espírito Santo.

O Tribunal de Justiça decidiu na última quinta-feira (18) exonerar parentes, até terceiro grau, de magistrados e diretores do Tribunal de Justiça, que desempenham funções comissionadas. De acordo com o presidente em exercício do TJ, Álvaro Bourguignon, ainda não há nenhuma prévia de quantos parentes de magistrados serão exonerados dos cargos de comissão.

Menos 65% de salário

Com essa nova portaria um servidor efetivo, parente de um magistrado vai perder o salário que ganha como comissionado, passando a receber somente pelo cargo no qual foi efetivado. Por exemplo: hoje, um escrevente concursado do interior do Estado tem um salário de R$ 2,4 mil. Se for convidado a ser assessor I de desembargador, o salário dele é somado com 65% do salário desta função que é de R$ 5,6 mil. Na soma final, passa a receber R$ 2,4 mil ( referente ao salário de escrevente) + R$ 3.640,00 ( 65% de R$ 5,6 mil referente a função comissionada), totalizando R$ 6,040 mil. Daqui a 30 dias, este funcionário vai voltar para o interior ganhando os R$ 2,4 mil referente ao cargo no qual é efetivado

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo tem 30 dias para levantar o nome de funcionários comissionados que são parentes de desembargadores e juízes de todo Estado. O presidente do Sindijudiciário, Carlos Thadeu Teixeira Duarte afirmou que os demais 402 são concursados, mas estão exercendo atividade comissionada. A maioria está lotada no Tribunal de Justiça.

TJ pede e Assembléia aprova criação de cargos

E esse número pode aumentar até o dia 29 deste mês. Os deputados estaduais aprovaram no último dia 03 de dezembro, um projeto de Lei, oriundo do Tribunal de Justiça, solicitando a criação de 20 cargos de comissão para compor os cinco novos gabinetes de desembargadores, empossados neste ano. Entre estes cinco está o desembargador afastado Josenider Varejão, preso durante Operação Naufrágio da Polícia Federal, por suspeita de crimes de nepotismo e venda de sentenças. O governador Paulo Hartung tem até o dia 29 para dá o parecer pela aprovação ou não da criação dos cargos.

Carlos Thadeu Teixeira Duarte, espera que o governador Paulo Hartung vete a proposta. Segundo Carlos Thadeu, só no Tribunal de Justiça, cada desembargador tem 20 funcionários comissionados nos gabinetes deles. "Pela ética e pela moralidade do judiciário capixaba que, proporcionalmente é o que mais possui comissionados no Brasil, o governador deveria vetar esse projeto, ainda mais pelo momento em que passa o judiciário capixaba", disse o presidente.

O projeto de lei que pede a criação das 20 vagas no TJ vai impactar um custo mensal de R$ 47 mil aos cofres do judiciário. A proposta foi assinada pelo vice-presidente, desembargador Álvaro Bourguignon, que está respondendo temporariamente na presidência do órgão, com o afastamento de Frederico Guilherme Pimentel.

Distribuição das novas vagas

Estes novos servidores serão distribuídos nos gabinetes dos novos desembargadores: Josenider Varejão, Ney Batista Coutinho, Fábio Clem de Oliveira e Samuel Meira Brasil Júnior. O quinto desembargador ainda não foi definido. A vaga será ocupada por um membro da Ordem dos Advogados do Brasil ou Ministério Público Estadual.

A reportagem solicitou ao Tribunal de Justiça, o número exato de pessoas que exercem cargos comissionados no Estado, assim como o impacto que geram na folha de pagamento e quais são as funções comissionadas contratadas pela Justiça capixaba. O desembargador Álvaro Bourguignon informou, por meio da assessoria de imprensa, que todas estas informações já estão sendo levantadas, todavia, ainda não se sabe quando será concluída. Sabe-se, como determinou o presidente em exercício, que todas elas devem ficar prontas no prazo de 30 dias.

Na tarde desta quinta-feira, durante a sessão extraordinária onde foi anunciado o afastamento dos desembargadores Frederico Pimentel, Josenider Varejão e Eupídio Duque, os desembargadores deliberaram pela exoneração de parentes, até terceiro grau, de magistrados e diretores do Tribunal de Justiça, que desempenham funções comissionadas. Essas pessoas têm cargos efetivos, mas exercem atividades comissionadas no Tribunal de Justiça e Fóruns. Essas exonerações acontecerão em 30 dias, a partir daí elas deixarão os cargos de comissão e retornam para os o cargo de origem.
 

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