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PM rejeita estudante tatuada, mas Justiça garante matrícula

PM rejeita estudante tatuada, mas Justiça garante matrícula

A Justiça de São Paulo garantiu à vestibulanda R.K.M., 26, a possibilidade de se matricular na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo). Por ter duas tatuagens no corpo, ela foi rejeitada em uma das etapas do processo de seleção, depois de ter sido aprovada em segundo lugar no vestibular promovido pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). A decisão saiu na segunda-feira, dia 21.

A Justiça de São Paulo garantiu à vestibulanda R.K.M., 26, a possibilidade de se matricular na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo). Por ter duas tatuagens no corpo, ela foi rejeitada em uma das etapas do processo de seleção, depois de ter sido aprovada em segundo lugar no vestibular promovido pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). A decisão saiu na segunda-feira, dia 21.

Como as aulas começaram no dia último dia 14, a Justiça determinou que ela se matricule imediatamente. A academia pode recorrer da decisão. Caso isso ocorra, o advogado da estudante, João Bosco Maciel Jr., afirmou que vai seguir a batalha. “Se houver recurso, nós vamos ‘contra-responder'”, afirmou.

Se o processo chegar a este ponto, é muito provável que R.K.M. perca o ano letivo, pois a decisão deve demorar pelo menos um ano para sair, segundo Maciel Jr. No entanto, o advogado não acredita que isso vá ocorrer. “Na minha opinião, a decisão foi tão ilegal que eles não vão recorrer”, disse.

Golfinhos e formas geométricas

A seleção tem ao todo cinco etapas. As duas primeiras são o vestibular da Fuvest, que selecionou 15 concorrentes. R.K.M. ficou em segundo lugar. A terceira fase é de condicionamento físico, na qual ela também foi aprovada.

A quarta é a do exame médico, na qual a estudante foi reprovada. Ela tem um golfinho tatuado na perna esquerda e um desenho abstrato nas costas. As duas têm aproximadamente 5 cm, conforme descrito no processo.

Por fim, na quinta fase, a polícia faz uma investigação social para ver se o candidato tem antecedentes criminais. “Não é o caso dela”, afirmou o advogado.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, mas ainda não localizou um responsável para comentar o caso.

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