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Presidente da OAB-BA: País vive apatia e ‘esculhambação total’

Presidente da OAB-BA: País vive apatia e ‘esculhambação total’

A apatia que se abateu sobre as lideranças da sociedade brasileira, sobretudo aquelas formadoras de opinião pública, é algo preocupante, que está se refletindo nas discussões dessa campanha política e que precisa ser revertida, para o bem do futuro do Brasil. A observação foi feita hoje pelo presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, Dinailton Oliveira, designado pelo presidente nacional da OAB, Roberto Busato, para falar em nome de todos os presidentes de Seccionais da entidade, cujo colégio está reunido nesta cidade. Para ele, diante do quadro de apatia das lideranças da sociedade, 'o que se observa é que as discussões nesse processo eleitoral estão se pautando pela falta de ética, e estamos vivendo hoje - para usar uma expressão nordestina - uma esculhambação total neste País'.

A apatia que se abateu sobre as lideranças da sociedade brasileira, sobretudo aquelas formadoras de opinião pública, é algo preocupante, que está se refletindo nas discussões dessa campanha política e que precisa ser revertida, para o bem do futuro do Brasil. A observação foi feita hoje pelo presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, Dinailton Oliveira, designado pelo presidente nacional da OAB, Roberto Busato, para falar em nome de todos os presidentes de Seccionais da entidade, cujo colégio está reunido nesta cidade. Para ele, diante do quadro de apatia das lideranças da sociedade, “o que se observa é que as discussões nesse processo eleitoral estão se pautando pela falta de ética, e estamos vivendo hoje – para usar uma expressão nordestina – uma esculhambação total neste País”.

O presidente da OAB-BA conclamou a advocacia a se unir “num grande movimento para restabelecermos essa vontade de construirmos no Brasil um governo voltado para a maioria do povo”. Na sua opinião, somente um governo com essa característica poderá dar ao País “a tranqüilidade para que possamos construir uma nação verdadeiramente brasileira, uma nação verdadeiramente dos brasileiros. Lembrando que é de uma geração que passou sua adolescência sob a ditadura e que sonhou e lutou pela democracia, Dinailton Oliveira concluiu que tal geração conseguiu ver o restabelecimento democrático mas, infelizmente, fracassou quanto ao que acalentou durante anos – “que foi construir um governo eminentemente popular”.

A seguir, os principais pontos do discurso do presidente da OAB-BA, Dinailton Oliveira, durante reunião do Colégio de Presidentes de Conselhos Seccionais da entidade:

“Hoje, há uma apatia muito grande nas discussões políticas neste País. Estamos sentindo que o povo, por meio de suas lideranças, não está participando dessas discussões – da formação de suas lideranças para comandar nosso Estado. Isso se deve à desilusão das lideranças da sociedade civil organizada como as lideranças estudantis, lideranças culturais e artísticas, as lideranças sindicais. Esse agrupamento de pessoas que sempre comandaram as discussões políticas e sempre foram e são os formadores de opinião. Essas lideranças estão atordoadas. Elas fazem parte daquelas pessoas que gostariam de ver um governo popular, e tinham muita esperança num governo onde um trabalhador, que tivesse a sensibilidade das angústias e do sofrimento da maioria do nosso povo, estivesse a governar. De forma que as ações desse governo fossem traduzidas no sentimento geral por maiores investimentos em educação e em toda a área social.

Todos apoiaram o governo Lula para tivesse esse perfil. No entanto, essas pessoas não estão nesse momento se mobilizando até porque acham difícil explicar para o povo porquê apoiaram Lula. Mas conclamo a advocacia em geral, não só as lideranças da categoria mas todos os advogados, pela responsabilidade social que temos – para que façamos um grande movimento para restabelecermos essa vontade de construirmos no Brasil um governo voltado para a maioria do povo, para nos dar tranqüilidade para que possamos construir uma nação verdadeiramente brasileira, uma nação verdadeiramente dos brasileiros. Conclamo então a nossa advocacia para que possamos construir um governo voltado para os interesses da nação.

Hoje estamos às vésperas de uma eleição em que as discussões têm se pautado pela falta de ética – e me permitam usar uma expressão nordestina – nós estamos vivendo uma esculhambação total nesse País. Vivemos uma apatia jamais vista nesse País.Sou de uma geração que passou toda sua infância e adolescência sob a égide da ditadura, sou da geração em que lutávamos e acreditávamos num regime regime democrático. Conseguimos o restabelecimento democrático mas, infelizmente, fracassamos quanto ao que acalentamos anos e anos – que foi construir um governo eminentemente popular. O que queríamos não era um governo eminentemente dirigido por um trabalhador, o que é importante, mas queríamos um governo voltado para os interesses da nação e que transformasse o País numa nação verdadeiramente brasileira e para os brasileiros”.

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