Quintanilha deseja juntar a acusação da utilização de “laranjas” para a compra de veículos de comunicação com a de que Calheiros teria participado de um esquema de desvio de recursos em ministérios do PMDB. A denúncia do lobby para a cervejaria Schincariol ficaria fora da anexação porque terá o relatório apresentado amanhã.
O objetivo da unificação dos dois últimos processos é dar mais agilidade na tramitação. “Esse é o sentido de unificar o processo”, explica Quintanilha. Ele afirmou que já fez o convite para o relator desses casos. “Já fiz o convite e espero uma resposta ainda hoje, mas acho que já temos o relator”.
A anexação dos processos é mais uma mudança tática dos aliados de Calheiros. Desde o início do caso, o PSOL tentava fazer aditamentos ao invés de apresentar novas representações, o que sempre foi negado por Quintanilha.
Como agora o objetivo é abreviar o calvário e acelerar uma possível nova absolvição do presidente do Senado, a unificação passou a ser bem vista. Setores do DEM e do PSDB, no entanto, são contra a medida.
A decisão final sobre a anexação deverá ser tomada na reunião do Conselho amanhã. Nessa reunião será lido também o relatório de João Pedro (PT-AM) sobre as denúncias relativas a Schincariol. O petista vai pedir a suspensão das investigações até que a Câmara conclua a apuração contra o irmão de Renan, Olavo Calheiros (PMDB-AL), que está envolvido diretamente no caso.
Aliados do presidente do Senado já avisam que devem se posicionar de maneira contrária a esse adiamento e pedir o arquivamento da representação amanhã.