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STF autoriza envio de outro traficante aos EUA; Abadía oferece delação

STF autoriza envio de outro traficante aos EUA; Abadía oferece delação

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou ontem a extradição do traficante colombiano Mario Fernando Camacho Martinez para os Estados Unidos, onde ele responde a processos por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou ontem a extradição do traficante colombiano Mario Fernando Camacho Martinez para os Estados Unidos, onde ele responde a processos por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Para isso, porém, a Justiça norte-americana deve aceitar duas condições: de que o colombiano seja julgado apenas pelo crime de tráfico –a lei brasileira não prevê extradição por lavagem de dinheiro– e de que uma eventual condenação à prisão perpétua em uma pena de prisão por no máximo 30 anos.

Outro traficante colombiano preso no Brasil, Juan Carlos Ramírez Abadía, 44, aguarda um pedido de extradição por parte dos EUA. Herdeiro do cartel de Cáli, Abadía é apontado como um dos maiores traficantes de drogas do mundo –os EUA ofereciam US$ 5 milhões pela captura dele. Ele foi preso segunda-feira (6), em sua mansão, na Grande São Paulo.

Nesta semana, Abadía propôs informalmente à Polícia Federal um acordo de delação premiada. Ele se dispôs a entregar os nomes dos policiais que corrompeu desde que chegou ao Brasil em 2004. Em troca, quer que a Justiça autorize que ele cumpra a pena por lavar dinheiro no Brasil em uma prisão nos EUA.

Nos EUA, Abadía é acusado de traficar drogas no Colorado e em um dos distritos de Nova York e é apontado pelo DEA (agência antidrogas americana) como o chefe do Cartel do Vale do Norte, da Colômbia, que teria enviado mil toneladas de cocaína para aquele país. Ele ainda é acusado de ordenar 315 assassinatos –300 na Colômbia e 15 nos EUA.

Em tese, a proposta do traficante pode ser contemplada em parte pela legislação brasileira –a delação premiada está prevista no Código Penal. A idéia por trás do acordo de delação é permitir que o Estado chegue ao criminoso mais importante e mais difícil de ser preso. Cabe ao juiz decidir o quanto a pena será reduzida –dependendo do caso, pode chegar ao perdão. Já o cumprimento de pena nos EUA não está previsto na lei brasileira.

Extraditado

O colombiano que pode ser extraditado para os EUA irá a julgamento na Corte Distrital dos Estados Unidos, para o Distrito Leste de Nova Iorque. Ele é acusado de ter integrado o alto escalão de uma organização internacional de tráfico de cocaína de junho de 1996 a junho de 1998. O traficante enviaria droga aos EUA a partir do porto de Santos (SP).

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