O Brasil é o único país onde as Organizações Não-Governamentais (ONGs) são mantidas com dinheiro público, portanto, não têm nada de não-governamental, provocaram em 2007 um rombo de pelo menos R$ 50,4 milhões aos cofres públicos por mau uso dos recursos federais e falhas na prestação de contas, segundo resultado de auditorias realizadas pela Controladoria Geral da União (CGU). Os processos das ONGs consideradas irregulares serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que será responsável por julgá-los. Mas o julgamento por si só não garante o retorno do dinheiro ou a punição aos responsáveis. Dados do tribunal mostram que apenas 2% do valor das condenações realmente voltam aos cofres públicos.
Levantamento feito pelo Correio/Estado de Minas com base no relatório da CGU aponta que 67 ONGs são suspeitas. Mais da metade dos processos diz respeito à má aplicação dos recursos. Os demais são pelo não-cumprimento do objeto conveniado, não-aprovação e/ou omissão da prestação de contas e a falta de aplicação dos recursos da contrapartida.