O presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC), garantiu nesta segunda-feira (15) que não moverá “um milímetro” para articular sua permanência em definitivo no posto, que ocupa em decorrência da licença de 45 dias de Renan Calheiros (PMDB-AL).
“Da minha parte, não haverá um milímetro de movimento para este tipo de pretensão. Não vislumbro essa possibilidade. O PT é a quarta força no Senado Federal. Nós temos que ter a humildade e tranqüilidade de entender que os interesses do Senado Federal são maiores que os interesses partidários. Hoje, o direito de estar sentado na Presidência é do PMDB. Eu cumpro a interinidade e quem quiser ser presidente da Casa vai ter que construir a maioria”.
Com a presença de Viana na presidência interina, o PT comanda a Presidência da República, com Luiz Inácio Lula da Silva, a Câmara, com Arlindo Chinaglia, e o Senado. Uma nova eleição para o posto de Renan Calheiros só acontece em caso de renúncia ou de cassação de mandato. No caso de afastamento definitivo de Renan, Tião Viana precisa convocar eleições dentro de cinco dias. “Não fui picado pela mosca azul, já fui vacinado desde pequeno contra isso”, reafirmou.