Suspeita de favorecer pessoas apontadas como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), a juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara de Mauá, na região metropolitana de São Paulo, foi afastada do cargo. Trata-se da primeira medida contra uma autoridade do Judiciário paulista por possível ligação com o grupo.
O afastamento foi determinado porque a juíza foi flagrada em conversas telefônicas com Sidnei Garcia, vice-presidente da Associação Comercial da cidade e acusado de compor um grupo de 18 pessoas que usariam, segundo o Ministério Público, 22 postos de combustível para lavar dinheiro para o PCC.
Em dezembro de 2006, o empresário Douglas Martins do Prado, 38 anos, fez uma série de denúncias à Corregedoria-Geral de Justiça de São Paulo sobre a conduta da magistrada e de Maria Eugênia Pires, também juíza do fórum de Mauá.
Durante seis meses, Prado não foi interrogado pela Corregedoria. Ele, que pediu o afastamento da juíza “por conduta em desacordo com o cargo”, foi ouvido pelo TJ. Dois dias depois, a saída de Ida Inês foi anunciada.