seu conteúdo no nosso portal

Cidadão usa denunciação caluniosa para se vingar de policial

Cidadão usa denunciação caluniosa para se vingar de policial

A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, em processo sob a relatoria da desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, manteve sentença da Comarca de Urussanga que condenou Alexandre Zonta ao pagamento de R$ 5 mil ao policial militar Luiz Carlos de Souza, devido à denunciação caluniosa.

A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, em processo sob a relatoria da desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, manteve sentença da Comarca de Urussanga que condenou Alexandre Zonta ao pagamento de R$ 5 mil ao policial militar Luiz Carlos de Souza, devido à denunciação caluniosa.

Ele acusou o PM de extorsão. Segundo os autos, Souza abordou o réu em virtude deste ter cometido duas infrações de trânsito. O militar afirmou que Zonta lavrou boletim de ocorrência sobre suposta extorsão policial, possivelmente em vingança por sua autuação. No inquérito policial instaurado, Zonta apresentou duas versões do fato. Primeiro, afirmou que dois policiais, entre eles Souza, pediram R$ 150,00 para não aplicar multa de trânsito.

Em outra oportunidade, admitiu que realizou uma manobra indevida e foi extorquido por Souza, único policial no local. Diante das contradições, a relatora do processo sustentou a falta de credibilidade do motorista. Ressaltou, ainda, que conforme relato do escrivão responsável pelo inquérito, o réu não quis cooperar com as investigações e em depoimento, queria finalizar o procedimento.

Quando ao dever de indenizar, a magistrada esclareceu que é evidente o dano sofrido pelo policial, devido a má-fé de Zonta. “O acionante, componente da polícia militar – corporação, aliás, que zela primordialmente pela disciplina, honestidade e retidão – viu sua tranqüilidade íntima e projeção da honra no meio social abalada com a grave acusação de extorsão”, concluiu a relatora.

(Apelação Cível n. 2006.022883-3)

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico