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ONG acusa Israel de proibir entrada de doentes graves palestinos

ONG acusa Israel de proibir entrada de doentes graves palestinos

A ONG Médicos Pelos Direitos Humanos entrou com uma ação no Tribunal Superior de Justiça de Israel, acusando o Governo de impedir a entrada no país de doentes palestinos que precisam de tratamento urgente.

A ONG Médicos Pelos Direitos Humanos entrou com uma ação no Tribunal Superior de Justiça de Israel, acusando o Governo de impedir a entrada no país de doentes palestinos que precisam de tratamento urgente.

A denúncia foi formulada por Ran Yaron, um ativista israelense da ONG, que atua nos territórios palestinos da Cisjordânia e de Gaza, informa hoje o site “YNET”, versão eletrônica do jornal “Yedioth Ahronoth”.

O pedido foi feito em nome de um bebê que sofre de um grave problema cardíaco, um doente com câncer de fígado, outro com um tumor no cérebro e uma criança de dois anos doente dos rins. São quatro de 17 casos de pacientes cujas solicitações para entrar em Israel e receber atendimento médico foram adiadas.

Os doentes, que apresentaram seus pedidos às autoridades militares na passagem de Erez no dia 13 de setembro, precisam chegar a centros médicos de Israel, Jordânia, Cisjordânia e Egito. A única passagem para sair de Gaza e viajar ao exterior é a de Rafah, praticamente fechado desde junho.

“Para esses doentes não há diferença entre uma rejeição e um adiamento. O importante é que sua saúde se deteriora e, como nos mostra a experiência, alguns morrerão esperando a permissão”, disse Yaron.

Ele explicou que as autoridades militares na passagem de Erez, entre Gaza e Israel, não rejeitam os pedidos. Se rejeitassem, os doentes poderiam recorrer ao Tribunal Superior. O que fazem, acrescentou, é “atrasar” os processos.

Essa nova política, disse o médico, deixa na incerteza e por tempo indeterminado os doentes de Gaza.

A faixa foi declarada “território hostil” pelo Governo israelense por causa dos ataques de milicianos palestinos contra civis residentes no sul de Israel.

“O Estado israelense de fato não deixa que eles saiam de Gaza.

Além disso, ao não rejeitar abertamente os pedidos, tenta evitar a pressão de organizações de direitos humanos”, denunciou Yaron.

A política do Serviço Geral de Segurança (Shin Bet) “significa a morte” para muitos palestinos, segundo a ONG. Foi o caso de um jovem que morreu de câncer após uma espera de quatro meses.

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