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Usuários da justiça participam do planejamento de ações para melhorias

Usuários da justiça participam do planejamento de ações para melhorias

Os usuários dos serviços do Poder Judiciário, compostos pelos advogados, estagiários de escritórios e partes em processos, desde o início da semana, participam de uma pesquisa que tem por objetivo avaliar a qualidade do atendimento da prestação dos serviços jurisdicionais.

Os usuários dos serviços do Poder Judiciário, compostos pelos advogados, estagiários de escritórios e partes em processos, desde o início da semana, participam de uma pesquisa que tem por objetivo avaliar a qualidade do atendimento da prestação dos serviços jurisdicionais. Para tanto, cinco mil formulários estão sendo aplicados pelos estagiários das diversas áreas da justiça, no PAC (Posto de Atendimento ao Cidadão), na Seção de Distribuição e Custas, nas Varas Judiciais, no Protocolo Externo e na Seção de Apoio à Vice-Presidência.

Nesses locais, os usuários são abordados para responderem, sem se identificar, o que pensam do atendimento no balcão, quanto ao tempo, à cortesia, à qualificação do servidor para o atendimento e à satisfação com as informações prestadas. Além disso, estão perguntando sobre o local de atendimento e o horário de preferência para atendimento. As respostas podem ser: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Já o horário tem a opção de preferência das 7h às 13h, 12h às 18h ou a manutenção do atual horário com dois turnos. Por último, o usuário tem condições de apresentar propostas para a melhoria.

Ouvimos duas pessoas paralelamente à pesquisa para saber a opinião sobre a iniciativa e ter uma prévia sobre as respostas. A advogada Elizabete Coimbra Lisboa vê com bons olhos a proposta de ouvir os usuários e reconhece que ao longo dos anos o atendimento melhorou muito. “Já é visível que a preocupação com as melhorias no atendimento trouxe resultados, resguardando os desvios padrões”, comenta Dra Elizabete. Quanto ao trabalho nos cartórios, ela comenta que não vê ninguém parado, todos têm boa vontade, são corteses e sempre dispostos a ajudar. Esclarecem muitas dúvidas e raramente houve informação incorreta.

Para o advogado Daniel Gomes Guimarães, que respondeu o questionário na Seção de Apoio à Vice-Presidência, a iniciativa é interessante se houver providências que provoquem mudanças no atendimento. Para ele, capacitar as pessoas que trabalham na justiça é o principal ponto que deve ser atacado. No local em que foi pesquisado, o atendimento pode ser generalizado como “Bom”, porém quanto ao fórum ele diverge da opinião da Dra. Elizabete e diz que há muitas deficiências, como demora, precariedade em uma série de procedimentos que podem estar relacionadas ao volume de processos, mas que precisam ser resolvidos.

Quanto aos locais e ao horário de atendimento, a reclamação principal é a dificuldade em encontrar estacionamento nas proximidades dos prédios da justiça e quanto ao horário; não há uma preferência definida ainda, um prefere o período da manhã, outro gostaria que ficasse como está ou, somente à tarde. “O importante é que todos participem e opinem pelas melhorias”, diz Dra. Elizabete.

O convênio entre a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o TJMS, que está aplicando o questionário, visa a planejar e implantar melhorias na prestação jurisdicional. De acordo com a equipe da FGV, as propostas para se atingir a celeridade serão retiradas de quatro fontes: da comissão de gestão estratégica, da reunião com as entidades externas, da pesquisa e de um mapeamento processual.

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