Centenas de pessoas, entre elas diversos acionistas e representantes de associações de consumidores acompanharam nesta segunda-feira em Parma (centro) a primeira audiência preliminar do julgamento contra os responsáveis pela falência em 2004 do companhia italiana Parmalat, considerada o maior escândalo financeiro da Europa.
No total, 64 pessoas, entre elas o fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, e o ex-diretor financeiro do grupo, Fausto Tonna, assim como vários contadores, foram acusadas de “falência fraudulenta, falsos balanços, associação para o crime e informações falsas”.
Outras sete pessoas foram registradas como investigados, mas o tribunal se negou a abrir um processo contra elas.
Com a primeira audiência desta segunda-feira inicia-se um longo processo que pode durar muitos meses, e até anos, e que poderá ser finalizado com a condenação de boa parte dos acusados, caso os juízes da audiência preliminar confirmem que existem elementos suficientes para incriminação.