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Mineiros arrematam controle de empresa no Fórum de Criciúma

Mineiros arrematam controle de empresa no Fórum de Criciúma

Cerca de 200 mineiros arremataram, em bloco, durante hasta pública judicial, o parque mineiro da massa falida da Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá – que teve sua falência declarada em 1989. A venda judicial ocorreu na tarde da última sexta-feira (28/09), no Fórum da Comarca de Criciúma, onde o processo tramitou nestes 18 anos.

Cerca de 200 mineiros arremataram, em bloco, durante hasta pública judicial, o parque mineiro da massa falida da Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá – que teve sua falência declarada em 1989. A venda judicial ocorreu na tarde da última sexta-feira (28/09), no Fórum da Comarca de Criciúma, onde o processo tramitou nestes 18 anos.

Após a realização dos trabalhos de venda, com a presença de autoridades locais, os mineiros aplaudiram de pé magistrados e servidores da Justiça envolvidos no processo, em reconhecimento ao esforço e dedicação empregados na resolução de tão conflituoso e antigo processo. “Hoje foi um dia histórico para a Comarca de Criciúma”, classificou a juíza Vânia Petermann Ramos de Mello. Ela atuou no caso, que iniciou sob a responsabilidade do magistrado Jânio de Souza Machado – hoje juiz de Direito de 2º Grau no TJ.

Segundo a juíza, foram inúmeros os incidentes registrados desde a declaração de quebra da empresa: atos de manifestação pública e até cenas de depredação de parte do Fórum local por mineiros descontentes com os rumos da massa falida. Neste clima, acabou criada a Cooperminas – Cooperativa dos Mineiros, que passou a explorar as atividades empresariais da massa por meio dos funcionários. “Os inúmeros volumes do processo e a constante busca criativa (por exemplo, o arrendamento de bens) para a melhor solução do conflito levaram à arrecadação de valores consideráveis, antes mesmo da venda do ativo, o que garantiu o pagamento de 100% dos créditos trabalhistas”, recorda.

A profissionalização dos trabalhos de administração e a utilização de recursos de marketing para arregimentar interessados no processo de compra dos bens, na opinião da juíza, foi salutar. “Tanto é que milhões ingressaram no caixa na massa que há dois anos não tinha qualquer valor a sustentar sequer seus custos de administração”, justifica.

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