O Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), do Ministério da Justiça lançará ainda este mês edital de licitação para a pesquisa “Radiodifusão de conteúdo inadequado, a Classificação Indicativa e os Direitos Humanos”. Serão ouvidos pais, crianças e adolescentes para apurar que conteúdo é considerado de qualidade.
O Dejus – mesmo departamento responsável pela nova classificação indicativa – quer ouvir, em novembro, 2200 adultos e 2200 crianças e adolescente em 11 regiões metropolitanas. Os pais opinarão sobre que conteúdo consideram inapropriado e qual a reação dos filhos. Já com os menores será apurado o impacto destes conteúdos e suas conseqüências no desenvolvimento.
Selo branco
Os resultados do estudo servirão como base para um seminário interdisciplinar sobre políticas públicas de análise crítica da mídia, em 2008. Nos próximos cinco anos, outras pesquisas identificarão as conseqüências da exposição prolongada aos conteúdos considerados inadequados. O objetivo é que a ação seja incluída no plano plurianual para pesquisar o assunto nos próximos 10 anos.
A primeira proposta da nova classificação indicativa incluía um selo branco para “Conteúdo especialmente recomendado para crianças e adolescentes”. O texto final acabou excluindo o selo da portaria que regulamentou a classificação.