Na sessão de abertura do segundo semestre judiciário, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, relatou aos demais ministros a intimidação a candidatos e jornalistas feita por milicianos e traficantes da Vila Cruzeiro, favela do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que motivou sua reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro, com o presidente do TRT do Rio de Janeiro, Roberto Wider.
O presidente do TSE voltou a tranqüilizar os eleitores da região e afirmou que não passa de “bravata” de criminosos a informação de que grupos fora-da-lei teriam acesso ao conteúdo da urna eletrônica, de forma a saber quem votou em quem. “Embora evidentemente inverídica, trata-se de um bravata perigosa pois termina por impressionar pessoas menos avisadas”, afirmou o presidente do TSE.
Uma nova reunião está marcada para o próximo dia 11, no Rio, mas o ministro Ayres Britto adiantou que o assunto poderá ser discutido internamente no TSE, na sessão administrativa na próxima terça-feira (05), já que ele está se municiando de novos dados enquanto transcorre o programa de trabalho para o enfrentamento da situação. O presidente do TSE pediu a cooperação do ministro Joaquim Barbosa, em razão de seu profundo conhecimento da realidade do Estado do Rio.