seu conteúdo no nosso portal

Cabe à Justiça Eleitoral realizar consulta popular para criação de novos estados ou territórios

Cabe à Justiça Eleitoral realizar consulta popular para criação de novos estados ou territórios

Os estados e territórios brasileiros podem se incorporar, subdividir-se ou desmembrar-se para formar novos estados ou territórios ou para se anexar a outros. Para tanto, é necessário o consentimento da população diretamente interessada na mudança e a aprovação de uma lei complementar pelo Congresso Nacional, conforme prevê a Constituição Federal, no artigo 18, parágrafo 3º. Nessas situações, é atribuição da Justiça Eleitoral organizar o plebiscito sobre a transformação a ser feita.

Os estados e territórios brasileiros podem se incorporar, subdividir-se ou desmembrar-se para formar novos estados ou territórios ou para se anexar a outros. Para tanto, é necessário o consentimento da população diretamente interessada na mudança e a aprovação de uma lei complementar pelo Congresso Nacional, conforme prevê a Constituição Federal, no artigo 18, parágrafo 3º. Nessas situações, é atribuição da Justiça Eleitoral organizar o plebiscito sobre a transformação a ser feita.

Na semana passada, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal emitiu parecer favorável à realização de consulta popular para a constituição do estado do Maranhão do Sul. Autorizado o plebiscito, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) proceder à consulta, de acordo com instrução normativa que deverá ser elaborada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se a proposta for aprovada, será o primeiro plebiscito a ser organizado, na história brasileira, para consultar a população sobre a criação de um estado.

De acordo com a proposta do senador Edison Lobão (PFL-MA), só poderá participar do plebiscito o eleitor cuja inscrição ou transferência de domicílio eleitoral para o Maranhão tiver sido requerida antes de 150 dias da realização da consulta. Após o resultado do plebiscito, e se esse for favorável ao novo estado, será ouvida a Assembléia Legislativa maranhense e, em seguida, poderá ser apresentado projeto de lei complementar ao Congresso Nacional, propondo o desmembramento.

O projeto de criação do Maranhão do Sul está pronto para ser votado pelo Plenário do Senado e, se aprovado, segue para tramitação na Câmara dos Deputados. Pela proposta (PDL 2/07), o novo estado teria como capital a cidade de Imperatriz e uma área de quase 150 mil quilômetros quadrados, tornando-se o quinto estado nordestino em tamanho, com mais de 1,1 milhão de habitantes, distribuídos em 49 municípios.

Tocantins

O mais novo estado da Federação, o Tocantins, foi criado sem a realização de consulta popular, porque estava previsto na Constituição Federal de 1988. O mesmo ocorreu com os territórios federais de Roraima e do Amapá, cuja transformação em estado foi determinada pela Constituição atual.

Soberania popular

O artigo 14 da Constituição Federal estabelece que plebiscito e referendo são formas de exercício da soberania popular. No plebiscito, o povo manifesta-se antes da elaboração de uma lei; já no referendo, a consulta é feita sobre algo que já existe, ou seja, uma questão concreta ou fato já realizado.

Referendo

O Tribunal Superior Eleitoral organizou, em 2005, o referendo do desarmamento. No dia 23 de outubro daquele ano, os brasileiros foram às urnas para responder à seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Optaram pelo “não” 59.109.265 brasileiros (63,94%) e, pelo “sim”, 33.333.045 (36,06%).

Plebiscito

O povo brasileiro foi consultado, em 1993, sobre a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo). Votaram, pela manutenção da República, 44.266.608 brasileiros (66,06% dos eleitores) e, pelo presidencialismo, 37.156.884 cidadãos (55,45%). O plebiscito estava previsto no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta de 1988.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico