No município de General Carneiro, localizado a aproximadamente 600 quilômetros de Cuiabá, três eleitores e um empresário do ramo varejista foram presos pela Polícia Federal tentando fraudar o procedimento de revisão eleitoral que acontece no município. A fraude foi constatada após a verificação do número seqüencial das notas fiscais emitidas pelo supermercado. A numeração das notas falsas não seguiu a ordem cronológica das datas das compras. Os documentos fiscais foram apresentados para efeito de comprovação de domicílio pelos eleitores, na terça-feira passada (04/12).
A prisão em flagrante foi realizada pelos agentes da Polícia Federal que acompanham os trabalhos itinerantes de revisão do eleitorado, que estão visitando as aldeias indígenas da região. Nessas áreas só é permitida a presença de agentes públicos quando acompanhados de força policial federal. “A prisão dos acusados mostrou que a Justiça Eleitoral irá punir aqueles que insistem em cometer crimes eleitorais”, comentou a agente da Polícia Federal Silvia Salazar.
ALDEIAS INDÍGENAS – Os colaboradores do Cartório Eleitoral da 47ª Zona Eleitoral estão realizando atendimento itinerante em duas grandes comunidades indígenas situadas no município de General Carneiro, as aldeias Meruri (etnia Bororo) e Sangradouro (etnia Xavante). “Além de estarmos atendendo quem não tem condições de se deslocar até o posto eleitoral, estamos também identificando e retirando do cadastro os eleitores falecidos, pois nessas comunidades não se tem o hábito de comunicar o óbito aos cartórios de registro civil”, comentou Elizabeth Acácio, chefe do Cartório Eleitoral.