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Tucano defende mandato de Azeredo, mas teme Supremo

Tucano defende mandato de Azeredo, mas teme Supremo

O segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), defendeu hoje o mandato do colega Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que deve ser denunciado nos próximos dias pela Procuradoria Geral da República no "mensalão mineiro", esquema de desvio de recursos para financiamento de campanhas em Minas Gerais em 1998.

O segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), defendeu hoje o mandato do colega Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que deve ser denunciado nos próximos dias pela Procuradoria Geral da República no “mensalão mineiro”, esquema de desvio de recursos para financiamento de campanhas em Minas Gerais em 1998.

O PSol aguarda a denúncia do Ministério Público para protocolar uma representação contra o mineiro. Para Dias, o fato não pode ser entendido como quebra de decoro parlamentar. “O fato é anterior ao mandato e não cabe processo de cassação, assim como não se pode abrir uma nova investigação contra os deputados que renunciaram no

mensalão”, compara o vice-presidente do Senado.

Apesar de defender o colega, Dias admite que existem indícios de crime eleitoral e que Azeredo pode enfrentar problemas no Supremo Tribunal Federal. “Certamente ele não terá vida fácil no Ministério Público e no Supremo”.

Para Tião Viana (PT-AC), a denúncia sobre o mensalão mineiro reforça que o esquema de corrupção desvendado no governo Lula em 2005 teve origem com o PSDB. “O PT tem dito isso sempre, mas a imprensa não deu o mesmo destaque que na outra crise”. Viana defende uma apuração rigorosa do caso. “A única saída é que se apure com isenção, sem transformar em espetáculo e sem omissão”.

Álvaro Dias tenta diferenciar os dois escândalos. “Não é interessante colocar todos no mesmo lamaçal, as situações são incomparáveis. O caso de Minas é de corrupção eleitoral, enquanto que o mensalão foi uma organização criminosa”.

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