O 1º Tribunal do Júri de Goiânia absolveu o lavrador Carlos Alexandre Martins Pereira, que era acusado de matar o estudante Francisco Nertan de Almeida Xavier Filho em abril de 2002. Ao votarem os quesitos, os jurados entenderam que os tiros disparados por Carlos atingiram Francisco e foram a causa de sua morte. No entanto, eles acolheram a tese sustentada em plenário pela defesa, de legítima defesa.
Segundo a denúncia do Ministério Público, vítima e acusado moravam no mesmo setor e tinham uma relação normal. No dia 6 de abril de 2002 a vítima chegou em um bar, logo após chegou o denunciado e, sem motivos descritos nos autos, começaram a discutir. Carlos afirmou que não era moleque e a vítima retrucou dizendo que também não era, dando um chute na perna do denunciado, que sacou um revólver e deu um tiro próximo aos pés da vítima.
Neste momento, os dois foram para a rua e Francisco pegou uma cadeira de ferro para se defender, mas não houve tempo, pois o denunciado disparou por mais duas vezes atingindo a região torácica de Francisco. A vítima ainda conseguiu correr alguns metros mas morreu em seguida. Carlos fugiu do local. A sessão foi presidida pela juíza Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira.
A Justiça do Direito Online