O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 13ª Vara Criminal de Goiânia, designou para hoje (4) o julgamento do autônomo Edvaldo Souza Brito, de 31 anos, que foi pronunciado (decisão que manda o réu a júri popular) por ter ateado fogo, com intenção de matar, no eletrotécnico Ruberson da Cunha Pereira, 31, e na estudante R., 17. A sessão teve início às 8h30, no auditório do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. O fato aconteceu na madrugada de 22 de abril deste ano, na Rua VMP, da Vila Mutirão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP), Edvaldo foi casado com a irmã de Ruberson, Simone da Cunha Pereira, com quem tem uma filha. Na noite do crime ele foi à casa da ex-mulher visitar a filha do casal, tendo encontrado além de Simone, Ruberson. Na ocasião, Edvaldo e a vítima discutiram a respeito de uma dívida que tinham. Por ter a situação se acalorado, Edvaldo, de posse de uma garrafa de refrigerante, contendo gasolina, jogou o líquido no eletrotécnico e ateou fogo, fugindo em seguida.
Ainda na Rua VMP, o autônomo chamou R., de modo agressivo, para que pudessem conversar. Também segundo o MP, a estudante, que era conhecida de Edvaldo, tentou acalmá-lo, contudo não obteve êxito. Edvaldo, que estava furioso, sem dar explicações, jogou o combustível em R. e ateou fogo. As vítimas foram socorridas e o denunciado foi preso em flagrante na porta da casa de Simone.