AMAMBAI – Após mais de 12 horas de julgamento, o ex-prefeito de Coronel Sapucaia, Eurico Mariano, foi condenado, na última sexta-feira, a 17 anos e nove meses de prisão, com início da pena em regime fechado, pela acusação de ser o mandante do assassinado do radialista Samuel Roman, executado a tiros em abril de 2004.
A sessão, que aconteceu com plenário lotado, no prédio do Tribunal do Júri, anexo ao Fórum da Comarca em Amambai, foi presidida pelo juiz César de Souza Lima. Os jurados acataram na íntegra a tese defendida pela acusação, feita pelo Ministério Público Estadual.
Cinco dos sete jurados entenderam que Eurico Mariano teria contribuído para a morte da vítima e que inclusive os assassinos teriam cometido o crime mediante pagamento.
Defesa
Ao tomar conhecimento da sentença, a defesa do ex-prefeito apelou da decisão com pedido de anulação do julgamento, que será avaliado pelo Tribunal de Justiça. Por ter residência fixa e ter comparecido a todos os trâmites do processo, Eurico Mariano ganhou o benefício de aguardar a decisão do recurso em liberdade.
Segundo um dos advogados de defesa do ex-prefeito, Ricardo Trad, o recurso se baseia na anexação aos autos do processo, segundo ele, fora de prazo, de uma transcrição de uma gravação realizada pela polícia durante as investigações da polícia que não havia sido anexada no inquérito quando relatado.
O advogado protestou também, contra um quesito colocado, segundo ele, de forma complexa aos jurados para a resposta na sala fechada, que poderia, segundo a defesa, ter confundido os jurados.
A acusação
Para o Ministério Público Estadual, autor da denúncia contra o ex-prefeito Eurico Mariano, o resultado foi satisfatório.
Segundo o promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, os jurados acataram na íntegra a tese defendida pelo PME e a Justiça foi feita. O promotor não se manifestou em relação à decisão do ex-prefeito de aguardar o recurso em liberdade.