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Juiz do caso Jean Charles diz que a polícia britânica não está acima da lei

Juiz do caso Jean Charles diz que a polícia britânica não está acima da lei

A polícia britânica não está cima da lei, afirmou nesta segunda-feira o juiz que conduz o processo contra a Scotland Yard por supostos erros cometidos na operação em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto com sete balas na cabeça ao ser confundido com um terrorista.

A polícia britânica não está cima da lei, afirmou nesta segunda-feira o juiz que conduz o processo contra a Scotland Yard por supostos erros cometidos na operação em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto com sete balas na cabeça ao ser confundido com um terrorista.

“A polícia, assim como qualquer funcionário público, deve prestar contas”, afirmou o juiz, depois de ouvir as alegações da acusação e da defesa durante quatro semanas de testemunhos no tribunal criminal de Londres.

O advogado da Scotland Yard – instituição acusada por infrações à saúde e segurança públicas na operação policial – afirmou na semana passada que condenar a polícia colocava em perigo a própria organização.

Mas o juiz foi firme ao rejeitar essa afirmação.

“Sugerir que é errôneo condenar a polícia equivale a dizer que a polícia está acima da lei”, enfatizou.

O juiz pediu que o júri se concentre apenas nos fatos ocorridos em 22 de julho de 2005, sem levar em conta qualquer consideração sobre o impacto que a sentença possa ter no corpo da polícia.

Também pediu aos jurados que não se deixem influenciar por qualquer sentimento de simpatia ou compaixão pela família do brasileiro, ou por policiais individuais.

“Não há espaço aqui para uma sentença baseada na simpatia, seja pela família Menezes ou pela difícil situação de qualquer oficial de polícia”, concluiu o juiz.

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