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Juíza manda libertar suíço que mantinha aves em cativeiro

Juíza manda libertar suíço que mantinha aves em cativeiro

A juíza Lídia de Assis e Souza Branco, em plantão neste fim de semana, concedeu liberdade provisória no sábado (1º) ao aposentado Marco Ermano Sulzbach, de 84 anos de idade, preso em flagrante por manter em suposto cativeiro mais de 400 aves e outros animais, além de portar arma de fogo com numeração raspada.

A juíza Lídia de Assis e Souza Branco, em plantão neste fim de semana, concedeu liberdade provisória no sábado (1º) ao aposentado Marco Ermano Sulzbach, de 84 anos de idade, preso em flagrante por manter em suposto cativeiro mais de 400 aves e outros animais, além de portar arma de fogo com numeração raspada. A prisão ocorreu em razão de uma vistoria rotineira realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Polícia Federal, na qual foram encontradas várias peles de animais, além de ter ficado constatado que algumas aves, nascidas no cativeiro, estavam sem anilha (anel de identificação). Em sua decisão, a juíza levou em consideração o fato de que o aposentado tem 84 anos, além de ser primário, ter bons antecedentes e residência fixa. Apesar de considerar regular o auto de prisão em flagrante, não sendo, portanto, a seu ver, caso de relaxamento de prisão, a magistrada explicou que ele não poderia continuar preso somente pela simples ocorrência de repercussão social.

Segundo os autos, Marco é suíço naturalizado brasileiro e mora no Brasil há 59 anos, tendo se estabelecido em Goiânia em 1948 como engenheiro agrônomo, onde exerce suas atividades profissionais na colônia agrícola de Ceres desde então. No pedido de relaxamento de prisão, o aposentado alegou que mantém um viveiro suíço, com plantas ornamentais e criação de animais silvestres, denominado “Criadouro São Domingos”, tendo licença e registro do Ibama desde 1987. Durante a vistoria, segundo ele, foram encontradas apenas duas araras sem anilhas devido a um atraso do fabricante. Sustentou ainda que as peles dos animais encontrados são velhas e foram presentes de amigos de seu filho. A arma de fogo apreendida, conforme relatou o suíço, é antiga e nunca foi disparada. Argumentou também que não tinha conhecimento de que sua numeração era raspada.

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