A condenação atende solicitação do MPF.
O juiz federal substituto da 17ª Vara Federal, Cristiano Miranda de Santana, condenou o comerciante argentino Leonardo Angel Scherdenovsky a quatro anos e oito meses de reclusão em regime fechado. Scherdenovsky foi denunciado pelo Ministério Público Federal na Bahia em maio deste ano, após ser preso em flagrante por agentes da Polícia Federal , no Aeroporto de Salvador, quando se preparava para embarcar para Espanha transportando 2,76 kg de cocaína.
A droga estava escondida na lateral interna da mala do argentino em dez saquinhos plásticos com a cocaína na forma de pó. Além de estar irregular no Brasil, Scherdenovsky tinha várias entradas e saídas de curta duração na Europa.
De acordo com a versão que o argentino apresentou aos agentes da PF, ele estaria transportando para a Europa uma mala contendo dinheiro em nome de um outro argentino, Juan Perez, que lhe prometeu pagar seis mil euros pelo serviço. Na sentença, a justiça concordou com os argumentos do MPF de que a versão apresentada por Scherdenovsky é inconsistente. “O réu tinha conhecimento da existência da droga no interior da mala e tinha a vontade de transportá-la”, disse o juiz.
De acordo com o Consulado da Argentina, Scherdenovsky já havia sido condenado em seu país por tentativa de estelionato, além de responder a outras ações criminais por estelionatos reiterados, furto, estelionato em grau de tentativa e, ainda, a um outro procedimento que tramita no Juizado Federal Criminal Correcional de San Martin.
Deúncias – No início de dezembro, a 17ª Vara recebeu mais duas denúncias do MPF por tráfico internacional de entorpecentes. Foram denunciados dois africanos, o nigeriano Anthony Ike Chukwu Enyi e o burundinês Mzee Shabani Bantunganya, presos em outubro no aeroporto de Salvador tentando embarcar com cocaína.
O nigeriano foi flagrado durante embarque para Maseru/Lesotho – África com 5,22 kg de cocaína acondicionados em nove suportes para esmerilhadeira. No caso de Bantunganya, a Policia Federal desconfiou que ele tivesse ingerido cápsulas contendo substância entorpecente. Após realização de um exame de raio X, o burundinês foi internado no Hospital Geral do Estado, onde expeliu 98 cápsulas com um total de 1,394 kg de cocaína.