A Justiça de São Paulo determinou a permanência de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), por mais oito meses no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O preso Luiz Henrique Fernandes, o LH, também ficará internado mais 30 dias no RDD.
A decisão com relação a Marcola foi tomada pela juíza auxiliar do Departamento de Execuções Criminais (Decrim) do Tribunal de Justiça de São Paulo, MyISAMne de Fátima Alves Dias, na última quarta-feira. Ela entendeu que, descontando-se os 120 dias de internação provisória que ele já cumpriu, dos 360 dias determinados, o criminoso vai ficar no regime de isolamento por mais 240 dias, ou seja, oito meses.
O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual (MP), que solicitou a permanência de Marcola no regime de RDD pelo período de um sexto de sua pena, o que totalizaria cerca de 3 anos e meio. O MP alega que ele lidera a facção criminosa que age em São Paulo e que teria se envolvido em uma tentativa de resgate de presos na Penitenciária de Presidente Bernardes, no interior paulista, em janeiro deste ano.
Segundo a decisão do Decrim, o preso permanecerá isolado por apresentar “alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade” e porque há “fundadas suspeitas de envolvimento ou participação dele, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilha ou bando”.
No caso de LH, a decisão foi tomada pelo juiz auxiliar Sergio Hideo Okabayashi, também do Decrim. O pedido de mais um mês foi feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), para concluir sindicância que apura o envolvimento dele nos atentados contra forças de segurança do Estado em maio deste ano. Depois desse prazo, a SAP poderá pedir sua internação definitiva por 360 dias.