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Justiça manda prender padre italiano por abuso sexual no MS

Justiça manda prender padre italiano por abuso sexual no MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão preventiva do padre italiano Siro Acquistapace, 61, acusado de abuso sexual contra crianças e adolescentes do sexo masculino em Dois Irmãos do Buriti (MS). O padre está foragido, segundo a Polícia Civil. As supostas vítimas eram coroinhas da igreja.

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão preventiva do padre italiano Siro Acquistapace, 61, acusado de abuso sexual contra crianças e adolescentes do sexo masculino em Dois Irmãos do Buriti (MS). O padre está foragido, segundo a Polícia Civil. As supostas vítimas eram coroinhas da igreja.

Ainda conforme a Polícia Civil –após ser decretada a prisão– foram apreendidas na casa paroquial do padre duas caixas com 90 comprimidos do medicamento Cytotec, além de 31 fotos de “meninos só de cuecas” com o padre às margens de rios.

“Salvo engano, [o comércio do Cytotec] é proibido no Brasil porque provoca aborto. No Paraguai é vendido livremente para tratar de úlcera [gástrica]”, disse o juiz estadual Aldo Ferreira da Silva Júnior, que decretou a prisão no dia 18.

A ordem do juiz, porém, só foi divulgada nesta terça-feira pela Polícia Civil, que pediu ajuda da Polícia Federal para impedir a fuga do padre para a Itália.

O delegado da Polícia Civil Carlos Henrique Serafim afirmou que as caixas de Cytotec tinham inscrições em italiano. “Ele [o padre] precisará mostrar que sofre de úlcera gástrica e por isso usava o remédio”, afirmou.

Acusações

Conforme o juiz, o religioso foi acusado de explorar sexualmente crianças e adolescentes em troca de presentes, também de dar bebidas alcoólicas a menores de idade e ainda permitir que eles dirigissem uma camionete.

O delegado afirmou que ouvi sete adolescentes e três confirmaram ter mantido relação sexual com o padre. Um deles –hoje com 15 anos– disse que manteve o primeiro contato sexual aos 10 anos, afirmou o delegado. O padre estava havia nove anos na cidade.

O juiz disse ainda que decretou a prisão –a pedido da Polícia Civil– porque havia risco de o padre fugir por ser estrangeiro e estar próximo às fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. “É uma cidade pacata [5.000 habitantes na zona urbana], e também houve clamor da sociedade”, declarou o juiz.

No relato do delegado, desde o dia 16 o padre não é visto na cidade. “A última notícia é que ele estava em São Paulo no dia 19.” Nenhum advogado do padre se apresentou, disse o delegado.

A assessoria do arcebispo de Campo Grande, dom Vitório Pavanello, informou que somente o bispo da cidade de Jardim, dom Bruno Pedron, poderia falar do caso. Pedron está em retiro e incomunicável, informou sua assessoria.

Pedron também foi acusado de abuso sexual, mas sempre negou. Ele move um processo por tentativa de extorsão contra o acusador a quem admite ter dado ajuda de R$ 17.280 em 2002.

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