A Justiça de Mato Grosso negou nesta terça-feira o pedido de prorrogação das prisões temporárias de Gedimar Pereira Passos, Paulo Roberto Dalcol Trevisan e Valdebran Carlos Padilha da Silva. Eles foram detidos na sexta-feira sob a acusação de negociarem um dossiê contra os candidatos do PSDB José Serra (governo de São Paulo) e Geraldo Alckmin (Presidência da República).
O documento que ligaria os dois tucanos à máfia dos sanguessugas seria comprado por R$ 1,7 milhão a pedido do PT. O partido nega envolvimento com a denúncia. A Polícia Federal interceptou a ação na sexta-feira e prendeu quatro pessoas, duas em São Paulo e duas em Cuiabá –além dos três citados acima, Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam e coordenador do esquema.
O MPF (Ministério Público Federal) alega que precisava da manutenção das prisões temporária para “a realização de atos próprios de investigação, tais como, localização, identificação, qualificação e tomada de depoimentos complementares.”
O argumento, no entanto, não convenceu o juiz-substituto Marcos Alves Tavares. Na decisão, ele explicou que os envolvidos foram presos na sexta-feira e transferidos para Cuiabá nesta madrugada, “sendo que os depoimentos estão sendo tomados nesta data, não havendo, em princípio, necessidade de diligências complementares.”
O juiz explica ainda que a prisão temporária só é “cabível quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial ou quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade”.
Dessa forma, os três investigados serão libertados. Apenas Luiz Antônio Vedoin permanecerá preso.